segunda-feira, 30 de julho de 2007

Saboreando Café - Parte 2 (oásis no deserto)

(...)


E assim foi, do jeito combinado. Fui buscá-la, arrancá-la dos braços já saudosos das amigas que, em profusos abraços e juras de breve reencontro, se despediam. Lindo. Dei o tempo que mereciam. Minutos preciosos pois pouco tempo teríamos para nós dois.

Fomos parar num oásis, no meio de um bairro feio e sem graça. Qual lagoa cercada de palmeiras no meio de um deserto, aquele lugar nos acolheu e ali fizemos nosso temporário templo das tentações. Realização. Hormônios fluindo. Corações pulsando forte. Despojados de pertences acessórios, nos beijamos loucamente. Aos poucos, as roupas foram cedendo aos desejos. Uma camisa aqui, outra ali, sapatos fugindo dos pés.

Tive a honra de tirar a calça dela e disfarcei, estupefato, meu deleite com a cena que vi. Lindas coxas e exibiam, docemente evelopadas num belo par de negras meias 7/8! Sorriso bobo no rosto, satisfação no peito ao constatar: ela me deu isso de presente, sua produção. Linda. Espetáculo de sensualidade diante de meus derretidos olhos.

Beijos, pele, carícias, química. Mãos roçando rendas e curvas. Corpos se entrelaçando numa dança que levantava a temperatura. Finalmente o que ainda sobrava de roupa se foi, exceto pelas lindas e sensuais meias pretas. Minha mão, depois de longos passeios pelo corpo dela, chegaram ao seu sexo e foi extasiante encontrá-lo todo molhado, cheio de desejo, esperando ser penetrado.

Meus dedos brincaram ali algum tempo, enlouquecendo-a aos poucos, enquanto minha boca percorria outras curvas: pescoço, colo, ombros, seios. Lambi tudo o que estava ao alcance da minha ávida língua. Delícia. Saboreei cada curva, cada canto.

Finalmente, depois de muito conter desejos, meu sexo enrijecido a penetrou. Ela deitada, com as pernas me acolhendo, eu por cima, devorando-a com o olhos, com a boca, com meu ser. Gemidos, suspiros, prazer.

Seguiram-se muitos e muitos movimentos ritmados, muito entra e sai, variadas posições: ela virou de bruços, empinando sua maravilhosa bunda, oferecendo-a provocantemente – imediatamente aceitei. Depois de quatro. Depois cedi à fome e desci com minha boca na sua fonte de mel e a devorei gulosamente, até ela não aguentar mais. Que delícia carnuda, suculenta, apetitosa, cheirosa! Me deleitei num banquete inebriante.

Num dado momento, me sentei na beira da cama. Ela empurrou meu peito, me deitando, virou-se de costas e foi sentando, se encaixando, me fazendo delirar com aquela linda visão. Que costas, que bunda... Aí começou o rebolado. Sensual, provocante, exibido, me levando à loucura total. Era como se a vida que em mim pulsava passasse toda naquele encontro de corpos, ritmada por aqueles movimentos incríveis.

Ela se levantou, me lançou um olhar safado, virou de frente para mim e, sem me deixar sair do lugar, ajoelhou-se sobre meu corpo, encaixando-se novamente. Minhas mãos viajavam por suas curvas, acariciando suas coxas, apertando seus seios. Atendendo ao chamado destes, me sentei e chupei seus lindos bicos – primeiro um, depois o outro. Ficamos assim uma curta eternidade, ela ajoelhada, encaixada em mim, eu sentado beijando-a e abraçando-a com força até que ela estremeceu, num delicioso orgasmo musicado por suspiros e gemidos deliciosos.

Depois de alguns segundos de quietude, continuei me movendo dentro dela, ainda cheio de tesão, e mais enlouquecido ainda pelo prazer dela. Meus movimentos ficaram mais vigorosos, empolgados. Os braços dela envolviam meu pescoço, nossas bocas se beijavam ardentemente. Agarrei suas coxas e me levantei, carregando-a no colo até encostar na parede. Ali, em pé, segurando quelas maravilhosas coxas em minhas mãos, apreciando as famosas meias, minha cabeça encostada em seu peito, eu dava estocadas mais e mais fortes. Respiração acelerada, suor escorrendo pelas costas, eu estava entregue àquele prazer inenarrável. Meu sexo, duro como pedra, explodiu dentro dela num fantástico gozo. Momentos de prazer intenso, usufruidos como quem sobe à superfície depois de minutos sem respirar debaixo d'água. Corpo tenso, músculos trêmulos, inspiração longa. Pele com pele.

Cama, lençóis, corpos moles, largados, se abraçando. Sorrisos bobos, carícias soltas passeando, ecos do prazer animal recém vivido.

E depois? rsrsrs

Conto não!

:p

Carpe diem!!!

Saboreando Café - Parte 1 (a véspera)

Estava anunciado. Já sabíamos que assim seria.

Desde a véspera, ou semanas antes, já estava decidido. Vontade não faltava, aliás, esbanjávamos desejo e tesão. Na véspera (que tentação) foi só social. Para não esconder detalhes, foi um pouco mais que isso.

Degustei um rápido beijo no caminho. O primeiro. Curto mas bom. Daqueles de estourar uma garrafa de champagne, gritando: finalmenteeeeeeeee!!!!! Até que enfim o tão desejado beijo aconteceu. Sorrisos em profusão. Tudo de bom.

De passagem para deixar bagagens antes da balada, degustei um olhar voyeur ao presenciar uma rápida troca de calça por mini-saia. Apreciei cada centímetro do que vi, cada pedaço de coxa, cada milímetro daquele pequeno pano rendado que dizia ser uma calcinha. Degustei uma rápida sessão maquiagem. E ficou a vontade de mais. Fome!

Balada, bebida, clima bom, papos loucos, galera espetacular, som, pista de dança. Pista de dança. Dança. Sensualidade. Movimento. Ritmo. Contato. Bocas, línguas, mãos. Movimento. Apreciei cada toque, cada beijo, cada sorriso, cada olhar safado. Excitação!

A pista de dança, aliás, estava quente. Tive direito a segunda rodada, com outra beldade que estava conosco. Brinde? Prêmio? Excelente!

Finalmente minha noite acaba, saio fugido antes que a carruagem vire abóbora. Dever me chama. Mas, conforme anunciado, o dia seguinte estava chegando.

Que sexta-feira quente!

(continua...)

domingo, 29 de julho de 2007

Ser Forte

Curioso o mundo em que vivemos. Um mundo que pertence aos fortes. Um mundo dos bravos, dos corajosos.

Curioso como somos levados a valorizar e admirar as armaduras que os outros vestem. Admiramos tanto essas potentes couraças que as imitamos. Somos incentivados a isso. Aprendemos isso. A nos proteger, nos cercar por uma grande muralha.

Curioso como acabamos passando essa imagem nós mesmos. Mostramos ao mundo como pertencemos a essa casta de vencedores. Exibimos orgulhosamente nossos valores, nossas forças, nossa potência. Dizemos em alto e bom som (gritamos) sou forte, sou poderoso, sou bravo e corajoso.

Curioso como aprendemos a esconder nossas fraquezas, nossos medos, nossa insegurança. Ocultamos nossos sentimentos, mantendo-os a uma distância segura, qual estufa que protege seus rebentos dos perigos naturais.

Pavoroso como somos cruéis com os que permitem, mesmo através de uma pequena fresta, um vislumbre de seu interior. Apontamos, debochamos, rimos, metemos o dedo na ferida, expondo o ridículo ato do outro de admitir uma fraqueza.

Curioso como no fundo somos todos manteiga. Temos sentimentos. Sim, somos EMOtivoS. Somos recheados de medos, desde os mais frívolos até os mais ancestrais: os nossos próprios medos, os medos de nossos pais e os de gerações incontáveis, todos acumulados. Somos sensíveis, somos inseguros, somos carentes, somos fracos.

Curioso como é difícil admitir – quase impossível.

Curioso como precisamos usar uma máscara, protegendo nossa identidade, para deixar cair todas as outras máscaras que nos protegem da sociedade. Talvez em pequenos grupos, onde reina mútua confiança, talvez aí – quem sabe – possamos abrir um pouco daquilo que temos por dentro.

Curioso como nos escondemos para conseguir nos expor. Ou calamos.

Curioso...

:o

sábado, 28 de julho de 2007

O que estou fazendo aqui???

.

Essa é, com certeza, uma ótima pergunta!

Estou dando vazão a uma voz dentro de mim que não quer se calar.
Estou deixando fluir uma energia que há muito se encontrava reprimida no mais profundo do meu ser.
Estou me dando a oportunidade de exprimir palavras, com ou sem nexo, mas palavras que me dão prazer.
Estou me permitindo sentir prazer.
Estou capturando meu dia e tentando vivê-lo da forma mais intensa possível.
Estou passando essa intensidade ao “papel virtual” e compartilhando o que sinto.
Estou me expondo ao mundo, sem medo de ser julgado, pois um pseudônimo me protege.
Estou me dando ao luxo pretensioso de compartilhar experiências que podem talvez enriquecer quem as leia, mesmo sabendo que essa pode ser uma ambição muito grande.
Estou me libertando de amarras que deixavam minha alma criativa atracada a um cais perdido no meio do nada.
Estou navegando, agora livre, em mares nunca dantes por mim navegados, tanto aqui, no mundo das palavras, quanto no mundo real lá fora.
Estou me permitindo aventuras tresloucadas para poder viver ainda mais intensamente.

Estou tentando ser eu mesmo.

Quem sabe você esteja trilhando um caminho parecido...

Respondi sua pergunta?

Carpe diem, carpe omnium!!!

;)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Sono

.
Noite tarde. Noite insone.
Insônia, eu? Não. Apenas ânsia de aproveitar cada minuto antes que o sono me consuma.
Vontade de viver mais do que os minutos que tenho no dia.
Vontade de escrever, mais e mais.

As palavras me possuem. Por momentos penso que tenho palavras, mas são elas que me tem. Elas ficam irrequietas, dentro de mim, como borboletas numa janela, querendo voar para a luz.
Frases, idéias, lampejos pulsam dentro de meu ser, pedindo para sair, para se transformar em escritos. Pedem liberdade.

E para isso, eu preciso silêncio. Uma supressão dos ruídos exteriores ajuda, por certo, mas preciso de um certo silêncio interior. Um incerto momento sem sons, na certeza que não estou certo de nada. Nesse momento as palavras fluem. E eu escrevo.

Ou será... que elas me escrevem?

Pronto, uma verborragia leve já se libertou. Agora o sono clama mais alto. As borboletas estão livres, as frases estão soltas.

Agora posso dormir.

Boa noite

e...

Carpe diem!!!

;)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O Idiota

Esta pérola foi trazida pela grande Frida. Quem souber a origem ou o autor, me avisa e eu ponho os créditos. Adorei a sabedoria contida nela, bem como o menosprezo pela arrogância de quem acha que tudo sabe.


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Era um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 réis e outra menor, de 2000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o não tão tolo assim. Ela vale cinco vezes menos mas, no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.

Pode-se tirar várias conclusões desta pequena narrativa:

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda : Quais eram os verdadeiros babacas da história?
A Terceira : Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim o que realmente somos.


"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente!"

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Depoimento ressucitado

Peri!

Impressionante mulher, fantástica menina!
Incompreendida.
Verdadeira e legítima com seus sentimentos, fiel à arte de viver!
Incompreendida.
Perigosa por ser bela...
Perigosa por ser autêntica...
Perigosa por ter a coragem de assumir seu prazer e sua dor...
Incompreendida.
Só quem conhece de perto esta incrível personalidade é capaz de perceber a inabalável centelha de vida que brilha dentro dela e contagia os que a cercam.

Um dia, cada um a seu tempo, quando cada um estiver pronto, será capaz de compreender a grande alma que reside neste corpo de menina. Só no devido tempo.

Grande mulher.

Perigosa!!!

Te adoro!

---------------------------------------------------------------

Este foi um depoimento que escrevi pra Peri em 06/06/2007, mas foi-se junto com o perfil dela no orkut (pela enésima vez).

Posto aqui de novo, assim pode ser resgatado sempre que quiser!

Carpe diem!

Degustando Café

Se ao invés de simplesmente tomar um cafezinho você quiser degustar um bom café, tenho algumas recomendações.

Primeiramente, nada de açúcar ou adoçante de qualquer tipo. Sim, adoçar o café mata o sabor verdadeiro. Amargo? Bom, leva um certo tempo para se acostumar, mas depois você começará a descobrir o verdadeiro gosto do café. Custa no início, mas vale a pena.

Depois, cuidado com a temperatura. É bom sentir com os dedos se a xícara está muito quente, e assim evitar queimar a língua. Afinal, para sentir o gosto a língua precisa estar intacta! Este mesmo cuidado deve se repetir no primeiro gole. Prudência!

A seguir, vem o cheiro. Sentir o cheiro do café antes dele chegar na boca é fundamental. Ao levar o café aos lábios, experimente inspirar. Ao receber o café na boca, em vez de simplesmente engolir, deixe-o dar voltas ao redor da língua, deixe-o invadir os espaços da boca. Ao mesmo tempo, solte o ar pelo nariz.

Perceba a riqueza de aromas que se oferece a seus sentidos: paladar e olfato trabalhando juntos, proporcionando um raro momento de deleite.

Aí sim, pode engolir. E continuar soltando o ar pelo nariz.

Experimente. Faça do ato de tomar café um pequeno ritual. Uma homenagem aos sentidos. Um instante de Nirvana, de plenitude, de vida. Capture o momento!

Cabe aqui esclarecer que não sou nenhum expert em café. Estas são apenas dicas que juntei de minha própria experiência. Se quiser, procure um site especializado e se aprofunde no assunto. A Peri pode certamente dar indicações ainda melhores.

Mas o ponto hoje não é a especialidade em café. É a especialidade em capturar um instante de vida e se encontrar nele, aproveitá-lo ao máximo.

Sim!


Imagine as recomendações acima para tudo o que você for fazer que possa envolver algum prazer. Imagine uma nova maneira de saborear seu almoço. Apreciando cada garfada, sentindo a variedade de sabores que são servidos despretensiosamente em seu prato todos os dias.


Agora imagine o sexo com essa intensidade. Em vez de se deixar levar pelo puro instinto animal, acompanhe isso de uma presença quase espiritual. Sinta o contato prazeroso que o sexo proporciona, sinta a pele, os toques, os odores, os olhares. Perceba tudo com a intensidade que lhe for possível. Capture cada instante, sinta cada fibra de seu corpo, cada músculo tenso, cada suspiro, cada gemido, cada sinal de prazer mútuo.

Em suma, permita-se viver intensamente cada experiência. A vida está servida para todos, cabe a você aprender a degustá-la.

Aproveite!!!

Carpe diem!

;)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Novo sentido

Curioso como certos eventos podem mudar totalmente a significação de uma palavra. Tomemos o exemplo do verbo “rebolar”.

Acepções (segundo o Houaiss)
  1. (...)
  2. (...)
  3. mexer(-se) de um lado para o outro; saracotear(-se), bambolear(-se), balançar(-se)
Ex.: [as mulatas rebolavam o corpo] [rebolam-se as mulheres ao dançar]

Eu sempre vi o “rebolar” como coisa de sambista (tipo de música que não aprecio), como coisa de carnaval. Sim, tem seu apelo sensual, seu apelo erótico. Sim, é um elemento de sedução durante a dança. Mas, erótico por erótico, eu prefiro outros movimentos. A mulher rebolando, dependendo do contexto, me parecia algo até vulgar. Claro que há exceções, mas a significação geral para mim era essa.

Até que um dia destes, ela me pôs sentado na beira da cama no meio de uma deliciosa transa, virou de costas para mim, sentou, e depois de um vai e vem para se ajeitar... começou a rebolar.



(silêncio estupefato)





(emoticon de espanto)




(parada cardíaca)



Foi então que tudo mudou. Rebolar passou a ser outra coisa. Uma coisa enlouquecedora, surreal, extasiante, deliciosa. Eu poderia ficar ali, apreciando aquelas costas lindas fincadas sobre aquela bunda maravilhosa fazendo aqueles movimentos mais que eróticos a noite toda.

Claro, logo depois a posição mudou, de depois de novo, e de novo. Mas isso não vem ao caso. Como se não bastasse o episódio inteiro ter sido um deleite, o tal rebolado mudou meus conceitos. Passei a ver o mundo com outros olhos. Novas perspectivas se descortinaram na minha frente.

Confesso: aquele rebolar, eu simplesmente adoro!!!!!!!!!!!!!

Na verdade adoro ela inteira, mas essa palavrinha ganhou um novo sentido graças às artes desta figurinha maravilhosa com quem tive o privilégio (ainda que breve) de compartilhar íntimos momentos de prazer.

E quanto prazer!!!

:p

sábado, 21 de julho de 2007

Dupla Personalidade

Sou a escuridão
Sou a luz
Sou o que abençoa
E o que seduz

Sou brasileiro
Sou argentino
Sou Flamenguista
Sou São Paulino

Sou um anjo
Sou um demônio
Sou o Zé
Sou o Antônio

Sou Deus
Sou o diabo
Nunca termino
Mas sempre acabo

Sou Yin
Sou Yang
Sou justiceiro
E chefe de gangue

E nessa total bipolaridade
Eu danço
E tudo aquilo que busco
Eu alcanço

Eu sou aquele que dança
Sou o corpo em movimento
Fluo qual lontra n'água
Entre um e outro vento

Entre um polo e outro
Entre o bem e o mal
Ali estou Eu
Em silêncio total


;)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Adormecido

Existe dentro de nós um gigante adormecido.
Temos, dormindo lá dentro, um dragão.
Um titã se esconde em nosso peito.

Dê o nome que quiser, ou todos ao mesmo tempo.
Um Gigante Dragão Titânico está abrigado em nosso interior.

Esse gigante adormecido é o que somos de verdade. Mas como está adormecido, esquecemos dele. Vez por outra, ele se remexe e nos dá uma sensação de poder, de grandeza, de segurança. Depois se aquieta de novo e em pouco tempo esquecemos novamente.

A musa que inspirou minha viagem, alvo do meu encontro, vive esquecida de sua própria grandeza. Eu tento mostrar-lhe um espelho, para que se veja e se admire de si mesma. Ela costuma desviar o olhar, mas ainda vai aprender. Vai descobrir aos poucos seu próprio poder, seu tamanho, a imensidão de sua alma.

Vai descobrir que sua grandeza transcende os limites de seu frágil corpo. Vai se descobrir muito mais forte do que imagina. E vai perceber que tudo isso pode acontecer sem barulho, sem propaganda nem estardalhaço. E sem grande esforço.

Em vez de mover a praia, leve um punhado de cada vez. Quando se der conta, terá uma montanha!

Acorde, Titã, acorde!!!

E, como você bem sabe fazer, Carpe Diem!

;)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Encontro

Se a viagem já vale em si, o que direi do destino final?



Carona, dali da esquina
Até o santuário que nos daria abrigo pela noite
Conversa de quem se conhece ali, apesar dos contatos anteriores
Vodka com água de coco
Uma linda alça de soutien faz questão de despontar vez por outra sob a camiseta
Linda lingerie, provocante
Conversa fluindo, músculos se soltando, ambiente pedindo mais


Copo de lado, chega mais perto
Deixa ver essa alça que me chama
Permissão para beijar

O mundo pára!


Lábios que se encontram
Doces mordidas
Corpos que se juntam, se amassam
Longo beijo, deleitando-se na maravilha deste encontro

Para que roupas? Ficam de lado
Breve pausa para apreciar a lingerie em toda sua plenitude
Linda lingerie
Lindo corpo a preenche


Suaves linhas, longilíneas
Magras, delicadas, doces contornos
De um corpo frágil e indefeso
Que se despe diante dos meus olhos


Para meu inteiro deleite


Pura curtição, intimidade instantânea!
Minha matéria preferida na escola: química!
Pele com pele, olhar com olhar, respiração com respiração
Haja coração


Hormônios fluindo, indo e vindo, enchendo nossos corpos de desejo, volúpia, tesão. Somos apenas nós, entre aquelas 4 paredes. O resto do mundo não existe. Estamos ali, nós, devotados ao prazer.


Para meu inteiro deleite


Beijo seu corpo, suas curvas, sinto a seda que se passa por pele, o perfume de sua natureza
Beijo seus pequenos e delicados seios, que chamama por minha boca
Beijo cada pedaço que por mim passa
Beijo a fonte do seu mais suave e instigante perfume


Minha boca se perde em seu sexo, beijando por todos os lados
Mordendo, lambendo, sugando cada parte
Respirando o doce aroma do tesão
Bebendo o doce mel e devolvendo prazer


Para meu inteiro deleite


Subo de volta, beijando
Aproveitando cada cm daquele lânguido corpo nu
Me delicio no caminho e na chegada
E então...


Minha vontade penetra seu ser
Meu desejo arde dentro de seu corpo
Movimentos loucos, sensações desvairadas
Me deixo levar pelo mais básico instinto

Para meu inteiro deleite


Daí pra frente o que se segue é indescritível. Tesão tomando conta, entradas, saídas, posições, sensações... Tudo é prazer, tudo é curtição, tudo é pele, tudo é química fazendo seu trabalho.

Foi uma noite incrível, que terminou no sábado, com poucas horas de sono ou descanso e muita agitação. Foi inenarrável, incomparável, incompreensível. Como pode tal química, sem aquela velha e boa intimidade, aquela confiança, aquele longo conquistar?

Respirando o sopro da vida a cada instante, sorvendo o mundo que me cerca, me sentindo vivo, simplesmente me sentindo. Momentos preciosos e ímpares. Momentos únicos na vida.

Esse é um deles. A memória, sempre seletiva, selecionou esta experiência para ficar gravada na pedra. Doces momentos de loucura total.

Carpe Diem!


domingo, 15 de julho de 2007

Estrada

Expectativa de um lado, adrenalina de outro. Desejo e fantasias, tudo devidamente embalado. E deixado momentaneamente de lado, enquanto um outro desafio se prpunha pela frente: a estrada. Sim, mais de 300 Km tinham que ser vencidos antes de desfazer as malas.


Gosto de estradas, gosto de dirigir, desde que sem congestionamento. A viagem é um grande lance, uma delícia a ser percorrida Km por Km. Um bom carro e uma boa estrada fazem uma gostosa aventura. Ainda mais por estradas desconhecidas!


Uma vez livre das agruras da cidade grande e conquistado o caminho da estrada livre, a paisagem que se descortina diante dos meus olhos é sempre inebriante. Em particular nesse horário, no fim da tarde. Naquele momento eu queria por uns momentos estar no banco do carona, com um laptop no colo, para poder escrever estas palavras no ato - ali, no calor da cena!


Céu ainda azulado
Finas nuvens, como véus, enfeitando o céu
No mais alto do mais alto, como pitura celeste
O sol já abaixo do horizonte


O céu sem sol
O sol se foi
O véu com sol
Na quase noite


Qual uma pintura impressionista
De um pintor famoso
Se desdobrando à minha frente
Magnífico presente!


Noite cai, paisagem desvanece, indo-se aos poucos, até deixar apenas o que alguma iluminação ocasional revela. Faróis vão e vem, carros, caminhões, motos, camionetes... indo e vindo incessantemente... almas em eterno movimento, inquietas, insatisfeitas de suas posições geográficas!

Fluxo de gente. É isso que as estradas são. Intermináveis fluxos de gente. Rios de almas em trânsito. Alguns sós, outros acompanhados, alguns com pertences, outros sem nada, outros carregando fardos alheios. Alguns indo, outros voltando, alguns em busca do lar, outros em busca do trabalho, ou da família, ou de alguma oportunidade.

Ou de uma fantasia. De sexo. De prazer.

Dentro do prazo previsto, Taiwan se desvela a minha frente. Cá estou. Me sinto num sonho, mas cá estou. Respiro esta nova realidade. Tomo consciência de meu ser e de meu propósito. Ali estou para aproveitar a vida. Para me oferecer a possibilidade (mesmo incerta) de uma prazeirosa aventura.

Carpe diem.

;)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Adrenalina

Adrenalina corre solta nas veias.
Pensar na realização de uma fantasia, só pensar, já excita. Tive várias vezes este tipo de experiência - estar prestes a viver algo diferente. Frustrações já vieram - a relização não foi em nada parecida com a fantasia, e a realidade foi pobre demais... ou mesmo eventos que simplesmente não ocorreram, por força do destino.

Por outro lado, já vieram realizações fantásticas. Momentos de um viver tão intenso q transborda meu ser, momentos nos quais a presença me invade, como se somente então eu despertasse de um longo e nebuloso sono letárgico. Como se o mundo se colorisse, saindo dos tons pastéis. Como se os cheiros repentinamente se tornassem mais vivos e reais, como se os sons adquirissem brilho...

Adrenalina corre solta nas veias.
Este é um momento desses, de rara presença. Misto de medo, ansiedade, expectativa, tesão, desejo. Existe razão para viver, existe tesão para viver, existe propósito.

É sair da mesmice, sair do quotidiano massacrante, sair do lugar-comum. É se permitir, se dar luxos, se dar luxúrias, se autorizar a viver intensamente (ainda que só por alguns momentos). É sentir a brisa da liberdade acariciando o rosto numa tarde morna, vislumbrando uma paisagem sem limites, que deixa os olhos e a mente vagarem sem destino... Céu azul, nuvens que parecem pequenos algodões brancos enfeitando o anil, apenas para lembrar que ele existe, e que está ali, como todos os (insossos) dias, sobre nossas cabeças (cobertas por tetos, carros, telhados, toldos, limitando nosso espírito).

É a liberdade de criar, de se mover, de sonhar, de realizar, de ousar, de enfrentar os medos e de romper os limites, as restrições. Arriscar. Sentir a vida fluido nas veias. Viver!

Compartilho estes momentos como um incentivo. Vivam!

;)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Sexo Virtual

Alguns dias atrás, assisti um filme chamado Quem Somos Nós, uma espécie de documentário. Muito interessante. Confesso que quase dormi em alguns pedaços, mas o resto é ótimo. Num determinado trecho do filme, um dos cientistas (todos loucos, claro) explica que para certas áreas do cérebro não existe diferença entre uma experiência vivida de verdade e outra imaginada ou lembrada.

Mais sobre o assunto: mapearam o cérebro de pessoas que participaram da pesquisa, para identificar que áreas da massa cinzenta tinham sua atividade aumentada ao realizar determinada ação ou ver determinado objeto. Depois pediram para o sujeito imaginar aquela ação ou aquele objeto, e as mesmas áreas do cérebro entraram em atividade. Ou seja, aquelas áreas do cérebro reagem da mesma forma a um estímulo real e a um estímulo imaginário.

Logo, ao fazer Sexo Virtual é uma experiência muito próxima do real, pelo menos para essas áreas do cérebro. Isso explica muita coisa!!! Explica por exemplo, porque eu fico grudado no teclado e na telinha quando acontece um bom sexo virtual, e não consigo me desligar até ter acabado. Claro, parte do meu cérebro está achando que é real!!! U-huuuu!!!

Viva o Sexo Virtual!!! Viva o maldito msn e o maldito orrkut!

Eita viciozinho...

:p

Vício

Um retângulo brilhante suspenso no ar ilumina meu rosto. Esse retângulo de um palmo de altura e menos de dois de largura, de contornos bem definidos, ilumina também meus dedos, enquanto eles batem em pequenos quadrados de plástico.

O ruído é quase hipnótico. Tap, tap, taptap, tap taptaptap, ...

Um vício. Nada mais que um vício. Esqueço do mundo, esqueço da hora. Esqueço da sede ou da fome, esqueço de ir ao banheiro. Meu ser está todo consumido nesse incessante bater de dedos. Os quadradinhos de plástico não param. Música para meus ouvidos. Independente do ambiente, dos sons que me cercam, o som dos dedos é minha música.

Um vício. Meus dedos param apenas para que meus olhos revejam o retângulo brilhante, lendo o resultado do meu digitar. Palavras surgem incessantemente de mim. Idéias vem e vão, parecem borboletas presas dentro de meu crânio. O mundo lá fora parece não existir. Estou só, com as borboletas e com meus dedos.

Fico imaginando se Ela vai ler isto. Fico imaginando como Ela se sentirá ao devorar estas letras, uma trás outra, em conjunto, separadamente, pulando algumas (ou várias). Fico imaginando se borboletas também voam em seu crânio.

Meu vício é curioso. Posso ficar bastante tempo sem ele... horas... até alguns dias... Mas se começo, não consigo mais parar. Vozes hurram dentro de mim, implorando que eu vá me deitar. Partes e mais partes do meu Ser imploram por descanso. Mas o Vício diz: “só mais um pouquinho, só mais uns minutinhos”. E as horas passam.

Pois por hoje é só. Por hoje paro. O descanso é necessário.

Por hora, me vou.

;)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Devaneios do Dino

Esses dias, o Dino descobriu que gosta de escrever. Falar bobagem, deixar as palavras sairem mesmo que não queiram dizer nada, mesmo que sejam um arremedo de poesia ou prosa.

E a inspiração para esses textos veio do frio, lá do Sul, de uma terra com aspecto meio... sei lá, parece Londres. Sim, a inspiração tem nome, e sobrenome e apodo.

Antes de mais nada, preciso confessar e pedir permissão.

Confesso que minha musa inspiradora é a Perigosa. Sim, a Dona da Nutella! Ela me inspira, faz palavras brotarem dos meus dedos nos teclados da vida. Faz devaneios se materializarem em curiosas palavras. Traz imagens de todo tipo. E o blog dela me inspira também.

Então, antes que digam que meu blog é plágio dos Devaneios da Perigosa, eu peço aqui humildemente permissão para seguir em frente. Peri, posso?

Em tendo a permissão, este blog terá continuidade. Caso contrário, deixará de existir como tal.

Obviamente, não tenho a menor pretensão de fazer algo nem de perto tão lindo e admirável quanto o trabalho da Peri. Mas quero apenas um espaço para deixar fluir meus devaneios, minha verborragia, o que for. Apenas isso!

Está posta a primeira pedra. Ela poderá virar areia ou um castelo. Peri, estou nas tuas mãos!

;)