quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Pétalas de Rosas

Cheguei cedo. Ou tarde, dependendo do ponto de vista. Era um hotel pequeno, que não tinha áreas comuns como restaurante ou bar. Por isso mesmo, fomos recebidos no quarto deles. Apesar de pequeno, o hotelzinho tinha instalações de bom nível. O quarto era grande, com uma cama quase king size e uma decoração de gosto duvidoso, mas discreto.

Com profundo interesse na cena, meus olhos esquadrinharam o quarto. Pétalas de rosas vermelhas ainda recobriam a cama, se espalhando pelo chão. Velas baixinhas (já apagadas) se espalhavam pelas cabeceiras, na penteadeira, no armário, ao lado da TV. A ação já tinha acontecido. Fiquei imaginando como estava aquele quarto um par de horas antes. Ambiente de sonhos! Clima perfeito para o amor, para matar saudades.

Olhei para o casal fazendo uma cara de quem tudo viu e rasguei um elogio. Eles sorriram de volta, com ar satisfeito. Ela fez uma cara mais sem-vergonha e disse "você não viu nada!" Verdade, não vi. Queria ter visto, mas não vi. Aqueles dois matando saudades de um mês devem ter dado um show. Fiquei só na vontade.

O pessoal foi chegando, os casais se formando e eu, compromissado em outro lugar, tive que partir. Entretanto ficou outra vontade: a de participar do que veio a seguir. Na verdade, não deve ter sido nada mais do que "um casal pra cada lado e boa noite", mas na minha imaginação, tudo podia. Na minha imaginação, aquela loira e aquela morena se beijavam loucamente enquanto seus amantes as satisfaziam - ou simplesmente olhavam.

Em meus devaneios, assisti tudo de camarote, até o momento em que fui chamado a me juntar a eles. Participação discreta, é verdade, mas prazeirosa - muito prazeirosa. E suficiente. Não sou de grandes ambições, mas aprecio cada pequeno detalhe. Principalmente nos sonhos.

Ah, devaneios! Me imaginei fotografando, me imaginei filmando, me imaginei gozando com eles, sonhei com todos os detalhes. Curti cada segundo, me dei todos os prazeres.

Devaneios, ah devaneios!

De um jeito ou de outro, Carpe Diem!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Avião 2

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Pacientemente sentado em minha apertada poltrona, ao lado da janelinha, aguardo a passagem do carrinho de bebidas. Uma linda aeromoça, de longos cabelos castanhos presos num elegante rabo-de-cavalo, gentilmente narra as disponibilidades: refrigerante, suco, água. Serve um, serve outro... chega minha vez.

"O que o Sr. deseja?"

"Desejo você, linda e gostosa do jeito que você é! E em todas as posições!"

"Pois não Sr."



Desculpem, apenas mais um devaneio.

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Avião 1

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Pacientemente sentado em minha apertada poltrona, ao lado da janelinha, observo o espaço entre a poltrona da frente e a lateral do avião. Uns 15 cm, talvez. Por esse pequeno espaço, aparece um braço nu, um ombro nu, cabelos loiros. Ela vestia uma camiseta dessas apertadas e sem mangas, deixando a impressão de não vestir nada (pelo menos de meu ponto de vista).

Ah, vontade de estender a mão e tocá-la, acariciar o braço, deslizar até o ombro, sentir seus cabelos. Nem sei quem é, mas desperta gostosos desejos. Menos de 30 cm separam minha mão de sua pele.

Fecho os olhos. Imagino o toque, um arrepio do outro lado, uma esquiva, um olho se esgueirando pela fresta para ver quem ousa tal carícia, um canto de boca que aparece e se abre num sorriso e se vira de novo para frente, desta vez deixando o ombro e o braço bem acessíveis a meu carinho e simplesmente fica ali, curtindo.

Devaneios... oh devaneios!!!

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Café com gosto de café

Tudo delicioso. Os dias de espera, o arranjo dos detalhes, a viagem, as horas de deslocamento. Até o engarrafamento na reta final foi gostoso. Uma sensação de desejo, temperada com um pouco de ansiedade, numa expectativa de mais um encontro inusitado. E, no destino, uma pessoa especial, muito especial.

Se por um lado eu teria adorado marcar o encontro diretamente num motel (tal era meu desejo por ela), se por um lado eu ansiava por tê-la nos meus braços, por outro lado eu sabia que poderíamos ficar horas a fio conversando e seria também maravilhoso.

Café, tudo em torno de um bom café. Não qualquer um – café orgânico de terras pernambucanas, espesso, bem tirado. Delicioso. Cheguei antes e o café foi para esperá-la.

Em poucos minutos, ela chegou. Linda, radiante, sorridente. Seguiram-se três horas de papo, de conversa, de se conhecer, tudo fluindo muito gostoso. Eu apreciava tudo nela –cabelo, sorriso, sotaque, o jeitinho de falar... A mexa de cabelo caindo no rosto (como uma moldura), os brincos que ela tanto relutou em usar e... as estrelinhas!

As tais estrelinhas que me cativaram, que capturaram minha atenção desde o primeiro papo no msn. Lindas, sensuais, provocantes.

Regada a bons cafés, brownie com sorvete e afins, a conversa realmente fluiu gostosa. O tempo passou voando. Numa determinada hora fiquei dividido. Queria aquela boca na minha, mas não queria interromper a gostosa conversa. Meu desejo era beijá-la, saciar minha sede naquele exato instante.

Mudei o rumo da conversa e, chegado o momento certo, fiz minha confissão (digna do tópico correspondente na CS):

"Quero te beijar!"

Ela ficou sem jeito, encabulada. Perguntei se ela queria outra coisa, diferente do meu desejo. Tímida, acabou acenando discretamente que queria o mesmo que eu. "Vem cá" foi minha breve resposta.

Beijei seus lábios. Doce beijo, longo, saboreado, curtido, gostoso... do jeito que eu queria. Minhas mãos percorriam seus cabelos, seu rosto, seu pescoço, sua nuca. Eu vagava em qualquer lugar fora deste mundo, absorto naquele beijo maravilhoso. Mesmo viajando assim, eu sabia que estávamos num lugar público, que tinha gente olhando. Logo, minhas mãos tinham que se comportar. Nada de grandes ousadias! Mas confesso que fiquei excitado.

Aquele beijo consumiu os últimos minutos de nosso encontro.
Aquele beijo foi o fecho de ouro daquela tarde tão aprazível.
Aquele beijo me deixou louco, com vontade de mais!

Mas estava na hora de ir. Ao levantar, desfarçadamente botei a mochila na frente, pra esconder meus outros desejos. Nos despedimos, com olhares cúmplices. Sorrisos de quem compartilhou momentos deliciosos juntos.

Simplesmente adorei! Até a próxima, delícia.

Carpe Diem!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Aventura re-contada

Vidinha pacata e comportada, muito trabalho, alguma diversão, profissional sério, marido responsável... assim era meu cotidiano até ano passado. Este ano as coisas começaram a mudar. No princípio, foi um simples Orkut trocando algumas mensagens pra lá e pra cá. Depois veio a famosa comunidade: Confissões Sexuais (CS). Aí fui conhecendo gente interessante, me divertindo cada vez mais. Chegou ao ponto de virar um vício (mas isto é outro capítulo).

Minhas fantasias voavam. Devaneios de prazeres dos mais variados. Imaginava como seriam as pessoas donas dos perfis "fakes" que conversavam comigo. Desejava as mulheres mais fogosas, mesmo sabendo que por trás daquilo podia ter alguém 100% diferente.

Um dia apareceu a oportunidade – um encontro. Ou, como costumam chamar, um Orkontro. Nervosismo, alguma ansiedade, muita vontade! Imaginem, realizar a fantasia de conhecer algumas daquelas personalidades famosas da CS. Foi complicado obter o alvará, pois a patroa mantém a rédea curta, mas consegui. Foi fantástico. Conheci pessoas extraordinárias e o melhor: sem máscaras!

As coisas foram se tornando cada vez mais interessantes. Os laços se estreitando, a diversão continuando e as fantasias voando cada vez mais. Tive as primeiras oportunidades de fazer sexo virtual. Foram ótimos encontros via msn que me proporcionaram muito prazer. Quero acreditar que foi recíproco, mas não se pode garantir o que acontecia do outro lado. O fundamental para mim é que eu gozei gostoso, várias vezes.

Uma dessas "namoradas virtuais" me despertava um particular interesse, que só fez crescer. Tinha um tesão no ar cada vez que conversávamos. Fomos nos aproximando, sempre no virtual (msn, telefone), até que um dia resolvemos nos ver, pessoalmente. E nada de tomar um café ou um chope. Combinamos diretamente num hotel, tal era nossa vontade!

Foi então que fui atropelado por um furacão. Ela tem um jeitinho tímido, parece ser quietinha, doce e meiga. Aliás, ainda hoje acho que a auto-confiança dela merece triplicar. Mas entre quatro paredes... WOW!!! Que foi aquilo!

Para ser honesto e sincero, nunca fui de grandes peripécias sexuais (pequenas e médias, sim, grandes não). Sempre tive muito tesão, em geral mais do que as parceiras dão conta, mas nada de extraordinário. Fantasias sobravam, vontade transbordava, mas eu não esperava o que estava por vir aquela noite.

Foi simplesmente fantástico. Ficamos das 23:00 ao meio-dia, mais ou menos, e dormimos apenas 3 horas. Pouco tempo passamos conversando. O resto foi uma experiência inédita para mim, deliciosa e extremamente prazeirosa. Houve uma química muito gostosa e uma entrega de ambos os lados que nos deu uma pequena maratona sexual de longas horas de prazer.

Por que escrevo isto? Primeiro porque ainda hoje, várias semanas depois, me lembro com satisfação do tal evento – e lembrarei por muitos e muitos anos! Depois porque acho que até agora não descrevi de forma suficientemente intensa e clara o quão fantástica foi a aventura.

Quero deixar registrado que foi um momento marcante de minha vida.

Existiram outros momentos? Claro, algumas pessoas realmente marcam (a Peri, por exemplo, inesquecível, transcende este plano de existência, a Eve me conquista mais a cada dia, ...). Essas pessoas fazem parte do "hall da fama" de minha história. A maioria delas sabe disso muito bem, pois eu costumo dizer com todas as letras. Mas a menina de quem falo às vezes parece não ter percebido seu valor. Por isso insisto: foi maravilhoso!

Carpe diem!!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Paisagem urbana

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Meus olhos viajam. Eles passeiam por aí e em geral pousam sobre coisas belas. Obviamente, a maioria das coisas belas que há para se olhar são lindas mulheres. Olho com apreciação. Me deleito como num magnífico por-do-sol. Interessante observar a beleza feminina. Ela vai desde o mais sutil encanto até o mais escandaloso exibicionismo. Eu aprecio todos os tipos.

Ao contrário do olhar feminino, que é crítico e em geral busca defeitos, meu olhar é apreciativo. Uso de uma visão seletiva, que observa o que há de mais bonito numa mulher. Aprecio um belo par de pernas, uma bunda bem delineada, aquela cintura fina, que dá vontade de agarrar, um lindo decote, um rosto angelical, longos cabelos, o que for! Claro que raramente se encontra isso tudo numa mesma pessoa. Por isso seleciono. Busco o que tem de apreciável, mesmo que o resto seja feio.

Muitos me criticam por minha atitude. Tem todo tipo de comentário. Uns perguntam se vou levar pra cama a bunda e deixar o resto. Outros perguntam se vou cobrir o rosto dela com o travesseiro. Tem os que advertem que beleza não é sinal de conteúdo nem garantia de uma boa transa. Deixo que falem. Meu propósito é o deleite da visão, é uma apreciação platônica, coisa de voyeur.

Levar pra cama é outro departamento. Se eu só olhasse as mulheres que levaria pra cama, meu mundo seria tão restrito. Entre outras coisas porque estou longe de ser um Don Juan.
Minhas cantadas são muito limitadas. E sou bastante seletivo. Principalmente porque vejo a beleza feminina de duas formas bem distintas.

Uma é a beleza estética. Quer se masturbar? Arruma uma dessas gatíssimas, lindonas e gostosas. Pode ser até em foto, já serve. Quer olhar e babar pelo simles prazer de babar? Então é isso mesmo, essa é a beleza certa.

Outra é a beleza da sensualidade, da provocação, do fogo que queima na cama. E, para transar, esta é a beleza fundamental! Mais do que a estética, vale a atitude, vale a ousadia, vale a liberação de todo o tesão contido. Aqui entra a habilidade de se dar prazer e dar prazer ao outro, de se soltar, de realizar fantasias. Na cama (no sofá, no chão ou na pia) é disso que eu gosto.

Separando claramente as duas coisas, continuo curtindo olhar belas mulheres, despindo-as com os olhos, observando sempre o mais inspirador em cada uma delas. Ainda mais nas caminhadas que faço durante o almoço, dando voltas pela vizinhança, mergulhado num mar de gente que contém uma das mais belas amostras de população femimina da cidade. Vejo todo tipo de beleza (estética, claro). Rostos dignos de capa de revista, cabelos maravilhosos (produzidos ou naturais), curvas deliciosas se insinuando através de decotes, através blusas e calças apertadas, coxas querendo aparecer, andares sensuais, olhares cruzados, movimentos que quase se roçam ao compartilhar calçadas estreitas... Tudo isso combinado com roupas elegantes ou bem transadas, como dita a moda.

Meus olhos viajam, e eu gosto disso!

Carpe Diem!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Mundo Curioso

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Curioso como ultimamente tenho achado tudo curioso. Penso eu: que viagem chata. Até agora, totalmente sem sexo. Mas... por que tem que ter sexo para ser interessante? É o sexo que dá pimenta, que desperta sensações intensas, que provoca deliciosos fluxos de hormônios derramados em torrentes nas veias.

Por outro lado, curioso como estou curiosamente desinteressado em sexo estes dias. Curioso como estou encontrando um curioso prazer em escrever. Curiosa criatividade que desperta curiosas sensações. Diversão ao brincar com as palavras, ao passear meus dedos pelo teclado como um pianista virtuoso dedilhando seu dom. Estranha satisfação. Penso em sexo mas (curiosamente) mais penso do que sinto. Que será isso?

Será resultado da realização de fantasias que tem acontecido recentemente? Será produto da satisfação de vontades, através de uma quantidade maior? Ou será um certo amadurecimento de minha própria sexualidade? Maturidade? Quem sabe!

Outros olhos, curiosas novas perspectivas.

Carpe diem!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Vinho

Noite fria. Sozinho, sem companhia, saio pra jantar fora. Quem sabe alguma oportunidade se apresenta? Cansado do longo dia vou para a rua, caminhar enfrentando o frio gelado que castiga meu rosto. Poucas chances reais de que algo mágico aconteça - precisaria muita mágica! Mas vou, disposto a aproveitar o que me for possível.

Vou ao local indicado. Na moda, bem frequentado, difil de pegar mesa sem ter reserva. Como estou sozinho acabo conseguindo uma, num cantinho. A primeira impressão do lugar foi boa: fiquei com vontade de comer a hostess. Bonitinha, gatinha, sorrisodeaeromoça. Mas obviamente sem graça. Mais fria que o vento da rua.

Sento estrategicamente olhando para o salão, apreciando a vista. Poucas mulheres bonitas, mais gente séria, menos gente animada. Peço a comida e um vinho. Uma massa ao funghi, deliciosa. Veio bem preparada, saborosíssima. E o vinho, delicioso.

Vinho tinto. Tudo de bom. Apesar de não ser minha bebida favorita, tem horas que nada há no mundo como um bom vinho. Relaxa os músculos, aquece o corpo, anima o sangue nas veias. Gera um certo clima de festa no corpo. As tensões se soltam, sobe um leve rubor à face, acompanhado de uma tímida e pequena (mas visível) sensação de alegria.

Perspectivas mudam, sob o tinto efeito. Observo o mundo em minha volta com os novos olhos. Observo as curvas da garçonete, sob o uniforme pouco sensual. Poderia convidá-la a vir comigo depois do expediente, oferecer minha enorme cama e trocar prazer a noite toda. A hostess passa levando clientes para outra mesa. Muito mais atraente que a garçonete, claro.

A calça justa deixa ver a bunda, como se a estivesse exibindo numa vitrine - especialmente para os voyeurs como eu. A cintura fina fica evidenciada, dando vontade de passar o braço ali e puxar o corpo contra o meu! E segurando desse jeito, enfiar a outra mão pelo decote, que já tem um botão aberto insinuando um lindo decote. Bastaria abrir mais um e... pronto! Caminho livre para o prazer do tato, para a mão que invade, acariciando o colo, o contorno dos seios, afastando o soutien e chegando aos bicos, tocando com suavidade. A boca beijaria a dela, num beijo profundo, línguas se enroscando enlouquecidamente...

Ok, meu prato. Sim, estava ótimo. Devorei a comida como que devora a moça. Foi bom. E o vinho foi ótimo!

Voltei ao frio, fechando a gola do casaco...

Chego ao hotel, tiro a roupa, deixando a imaginação solta. Adentro a gigantesca e solitária cama king size, e...

Como o vinho faz bem!!!!!!


carpe diem

domingo, 26 de agosto de 2007

Amanhecer 2

Amanhecer

Ruas vazias, céu ainda escuro. O horizonte delata as intenções do sol de aparecer novamente por este lado da Terra. Clareia aos poucos, a madrugada cede espaço a um novo dia. Mesmo a essa hora, nas avenidas e na estrada carros circulam apressados. Mas a paisagem rouba a cena. Um degradê toma o céu, variando do mais escuro lá no alto, até uma vermelhidão crescente no nascente. Aqui e ali alguma estrela ainda insiste em brilhar, enfrentando corajosamente a claridade que se aproxima.

Novamente a estrada é minha. É meu chão, meu pedaço de mundo. Novamente, como no mês passado, estou indo ao encontro de alguém especial. Mesmo não sendo a primeira vez com ela, uma excitação toma conta de mim desde a véspera. A saudade tempera o clima que vai se formando.

Finalmente, depois de curta viagem, o esperado encontro. Sorrisos profusos, abraço apertado, palavras de carinho, beijo gostoso. Bom rever... visual lindo, cheiro gostoso, simpatia, sedução – tudo de bom! Amenidades na conversa e destino ao hotel.

Mas foi no quarto que veio a sensação mais gostosa. Realização, simples alegria de estar ali, tesão, desejo. Ali os abraços foram mais apertados, os beijos mais famintos, os olhares mais safados. Ali demos lugar às carícias, aos apertos, aos sorrisos sem-vergonha.

A vida é feita desses momentos. Dos mais simples também, mas principalmente desses.

No meio dos amassos, nos atiramos na cama. O tesão foi roubando a cena, como o sol que conquista o dia. Dei liberdade a minha boca para que beijasse à vontade. Beijei a boca dela, o rosto, o queixo, o pescoço. Uma por uma, as roupas foram caindo, enquanto eu apreciava cada pedaço do corpo dela que aparecia. Em pouco tempo estávamos nus. Pele roçando com pele, curtindo cada toque, dos pés à cabeça.

Minha boca voltou a beijar, avidamente percorrendo as lindas curvas dela – só que agora sem empecilhos no caminho. Pele, pele e mais pele. Pescoço, ombros, braços, peitos (hummmm, peitos!), barriga, umbigo, virilha... Coxas, virilha... Sexo.

Sexo. Poucas coisas são tão gostosas quanto uma boceta molhada, cheia de desejo (nutella talvez). Me deliciei ali. Lambi e chupei o quanto quis. Bebi do mel que ela me oferecia, me deleitando. Até que meu membro falou mais alto. Ele já estava duro, cheio de vontade de meter.

Antes, porém, ela me deitou, beijou minha boca com desejo, sentindo o próprio gosto, segurou meu sexo com a mão, apertando, e deu liberdade à boca dela. Primeiro me beijou, rodeando o mastro que ela agarrava. Foi chegando perto aos poucos, até cair de boca nele. Que delícia!!!!!!!!!!!!

As mãos dela jogavam junto com a boca em movimentos enlouquecedores, me tirando do mundo e me levando para um lugar só de prazer. No meio do meu delírio, inverti posições e, com ela deitada diante de mim, de pernas maravilhosamente abertas, comecei a provocar. Rocei meu membro no grelo dela, fiquei na pontinha, fingi que ia entrar e saí – só provocando. Ela me acusou (infundadamente) de ser malvado. Trocamos sorrisos safados e entrei nela de uma vez. Tradicionais movimentos de vai e vem, ainda ajoelhado ne frente dela, passando as mãos por todos os lados, apreciando o visual. Depois deitei em cima dela, me afundando em seu pescoço, metendo com mais força.

Me deleitei com cada movimento, com cada suspiro dela, com cada sensação, com cada gemido. Tesão total. Puro desejo. Ela virou de costas, empinando sua maravilhosa bunda e meti de novo. E muito. Depois de quatro, então ela em cima de mim, e finalmente ela sentada de costas.

Ela parou tudo e me pediu para deitar na beira da cama com os pés no chão. Eu sorri, sem vergonha. Sabia o que vinha. A famosa rebolada. Nosssssssaaaaaaa!!!




Amanhecer de muito prazer. Amanhecer de matar saudades, de trepar e de gozar. De curtir nutella juntos, de sorrir. Quando saimos do lugar – os dois com compromissos marcados no mundo exterior – o sol brilhava naquela agradável manhã de domingo. Deixei-a no local combinado e nos despedimos, sorrindo.

Há quem pergunte: acordar às cinco da manhã, depois de uma noite mal dormida, atravessar quilômetros e quilômetros, arriscar... Vale a pena? Com certeza respondo: vale! Claro que vale!

Na volta, paro num café. Dos bons. Peço um croissant e um capuccino. Ligo meu notebook e deixo rolar palavras que fluem pelo teclado até a telinha branca. Chega um pequeno prato com um grande croissant. Um delicioso aroma invade minhas narinas, inundando meu ser. Interrompo o que escrevia para relatar este momento único. Componentes de uma experiência: o cheiro, o visual, a textura, a consistência... e o gosto. Chega o capuccino para se juntar ao evento.

Delícia.

Enquanto reflito sobre minha fantástica manhã, penso em como encaro a vida atualmente. Resumindo, é o seguinte: ignoro as falhas e aprecio o que é bom. Se a bunda é mais bonita que os seios, em vez de criticar estes, olho a bunda. Se há uma estria, ignoro; se há uma imperfeição, olho as partes perfeitas. Busco a beleza onde quer que ela esteja e é nela que eu foco. Se o croissant é meio massudo, foco no cheiro, misturo café, busco a melhor maneira de apreciar, tirando o maior proveito possível.

Lembra a história da taça meio vazia ou meio cheia? Pois é, não posso dizer que minha taça esteja sempre meio cheia. Afinal, às vezes ela está totalmente cheia!

Carpe diem!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Amanhecer

O dia amanhecia.

Ele se levantou para espreguiçar. Foi ao banheiro. Ao voltar, olhou para a cama e a viu ali, adormecida. Ela estava deitada de lado, com uma perna mais dobrada, as mãos perto do rosto. A tênue luz que entrava pela janela entreaberta ressaltava sua pele nua, empalidecida, com um brilho leve, quase mágico.

Ele ficou admirando alguns instantes, saboreando aquela imagem. Apreciou as generosas curvas do corpo dela. Andou, pisando de leve, rodeando a cama, vendo como a luz refletia de forma diferente segundo a posição; vendo como os realces do corpo mudavam. Sentiu-se tentado a acordá-la. Aproximou-se, lentamente, ainda sem tocá-la. O lençol ainda cobria as pernas dela, abaixo dos joelhos.

Ele começou por ali. Tocou suavemente os pés, num carinho que foi subindo aos poucos. Passeou pelas pernas, primeiro pelas batatas macias, depois pelas coxas carnudas, sentindo cada centímetro da pele delicada que se oferecia a seu toque. Seguiu pelo quadril, tocou a bunda (maravilhosa, por sinal) onde se deteve por alguns instantes, depois subiu pelas costas. Ele foi se deitando atrás dela, se aconchegando à medida que acariciava. Quando suas mãos já tinham passado pela nuca, descido pelos ombros e chegado aos braços, seu corpo já estava colado ao dela.

Seu sexo? Desde a parada acariciando a bunda, seu membro já se manifestava. Ao colar o corpo ao dela, seu pau estava rijo, pressionando aquela bunda apetitosa. A boca dele chegou ao pescoço dela, beijando no lado e na nuca. Ela, ainda pairando entre o sono e o lento acordar, estremeceu, percorrida por um doce arrepio. Ele continuou acariciando, ao mesmo tempo em que cheirava e beijava o pescoço ali – atrás da orelha.

As mãos dele passaram dos braços ao colo e dali aos seios. Apreciou com calma, com carinho e com cada vez mais tesão um seio, depois o outro. Uma das mãos foi sorrateiramente descendo pela barriga, fazendo pequenos círculos, mais devagar entre o umbigo e os pelos, quase chegando lá. Passou pelas coxas, descendo por fora, depois subindo por dentro, até chegar.

O sexo dela estava molhado. Aliás, encharcado, intumescido, tomado pelo tesão. Ao perceber isso ele olhou para ela, que disfarçava um sorriso safado. Ela entreabriu os olhos, ainda sorrindo, como quem diz “estou acordada faz tempo, gostoso”.

Ele beijou a boca dela. Primeiro um selinho, depois um beijo. Com sede, o beijo foi crescendo, virando um beijo de língua, um chupão. Com mais sede, o beijo foi descendo – pelo queixo, pelo pescoço, pelos seios. Ele beijou o bico dos seios, deixou a língua brincar ali, juntando carícias com as mãos. Com ainda mais sede, o beijo desceu pela barriga, com escala no umbigo, até o sexo dela.

Ela suspirava, arrepiava – eventualmente gemia. Suas mãos percorriam, perdidas, os cabelos dele. Ora ela fechava os olhos, ora ela apreciava a cena no gigantesco espelho que cobria o teto.




Ele beijou a virilha dela, beijou o sexo por todos os lados, atiçando antes de deixar a língua chegar lá. Beijou e mordiscou os lábios carnudos e melados. Sentiu o cheiro perfumado e inebriante. Só então a língua saiu para brincar, se deleitando no mel dela, passeando por todo aquele sexo molhado, apetitoso. Lambeu de cima até embaixo, por um lado, por outro, pelo meio. Abriu os lábios – os grandes e os pequenos – e entrou até onde conseguiu. Lambeu de um lado a outro e depois subiu, chegando ao clitóris. Ficou ali, provocando.

Ela gemia, respirando pesadamente. As mãos percorriam o próprio corpo, com especial atenção aos seios. Ela os apertava, beliscava seus mamilos, totalmente entregue ao próprio prazer!

Então ele abocanhou o sexo dela, como se quisesse engolir tudo, sugando e deixando seus lábios escorregarem pelos dela até ficar só com o grelinho na boca. E chupou. Envolveu-o com a boca, massageando o entorno com os lábios enquanto sua língua o esfregava, dentro da boca.

Nessa altura ela delirava de tesão. Ele ficou ali o tempo que foi necessário. Deixou as mãos vagarem pela cintura dela, pelas pernas, por onde elas quisessem ir, enquanto sua boca se deliciava no sexo dela. Ela ofegava, se contorcia, gemia cada vez mais forte – até que...

Até que o mundo parou, numa explosão de êxtase. O corpo dela foi tomado por ondas de prazer que a faziam tremer. Espasmos a sacudiam levemente, enquanto um grito de gozo fugia pela garganta dela. Os olhos não viam nada, os ouvidos nada escutavam, ela era toda prazer. Ela estava totalmente entregue a um magnífico e delicioso orgasmo, que parecia interminável.

Ele ficou ali, com a cabeça entre as pernas dela, esperando que ela recuperasse os sentidos. Aos poucos ela foi voltando do nirvana ao qual tinha ido por alguns instantes. Sua pele pedia mais contato, pedia o corpo dele. Ele subiu e a abraçou, sentindo o corpo dela, ainda trêmulo, se aconchegando ao dele. Ficaram ali abraçados algum tempo, até que as mãos delas chegaram ao sexo duro dele.

Então...

Quem continua o conto? Então, o que ela fez?



;)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Tédio

Longe de casa.

Seis mulheres. Seis senhoras. Idades entre 35 e 55. Profissionais, sérias, responsáveis. Mas nenhuma sombra de loucura. Digo loucura da boa, de curtir a vida, de se permitir infringir as regras, de se soltar. Pouco tempo, talvez. Poucas ocasiões de soltar algo. Trabalho, muito trabalho (me pergunto pra que!). Nem sinal de sexo. Roupas comportadas, comportamentos contidos, maduros, duros. Nada de olhares sexy ou de insinuações. Nada de flertes. Nem uma centelha sequer de um pequeno furacão por trás da fachada de aço. Nem sinal de vida. Tão sérias que nem dava pra fantasiar, era broxante.

Que coisa mais sem graça!!!!! Que falta de tesão, excesso de formalidade, seja lá o que for. Em outros termos, que perda de tempo! Nada contra trabalho, muito pelo contrário... mas só trabalho???? Cadê o lado "Carpe Diem" da coisa?

Claro que compensei de outra maneira. Comi feito um boi na engorda. Comi comida, não comi ninguém. Boas comidas, pelo menos. Tive minha dose de aproveitamento e meus momentos de Nirvana curtindo algumas pequenas delícias gastronômicas. Perder tempo, eu? Nunca!!! Até punheta rolou. Internet é tudo!!!

Mas que podia ter rolado um bom sexo, ah isso podia!!!

Agora vou fazer as malas e partir. E não comi ninguém! Tarado, eu? kkkkkkkkkkkkkkk Que nada! Apenas loko por sexo.

Carpe Diem!!!

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sábado, 4 de agosto de 2007

Saboreando Nutella

Tudo na vida merece ser saboreado. Cada coisa boa que aparecer vale uma boa apreciação. Algumas coisas, entretanto, merecem atenção especial. Nutella é uma delas! Delícia das delícias, a ser aproveitada por cada papila gustativa, a ser cheirada, tocada, devorada.

E degustar nutella em boa companhia é melhor ainda. Vou contar um caso.

Abrimos juntos, ela e eu, um pote de nutella. Mas tudo deu errado! Para início de conversa, esqueci de levar colher. Sim, estávamos bem hospedados e eu poderia ter chamado o serviço de quarto, mas ia demorar... Fomo obrigados (coisa chata) a usar os dedos.

Depois, como sou muito desajeitado, acabei fazendo sujeira. Atolação total, mal-jeito generalizado. E não foi uma vez, foram várias. Fui dar nutella a boquinha (linda) dela e borrei os lábios. Tive que tirar com minha boca, afinal eu também esqueci os guardanapos!!!

Fui me servir mais, enchi demais o dedo e pingou na barriga (nua) dela. Pensei comigo mesmo "ai! e agora... vou ter que limpar também antes que ela se zangue". Assim, fui usar o mesmo método - a boca, mas ao me apoiar rocei o dedo (sujo) no peito (nu) dela. Sem querer, sujei o peito dela. Tive que limpar, claro!

Foi uma lambança. Barriga, peitos, pescoço, coxas, virilha...

Como é bom comer nutella!!!

Acontece que a moça é vingativa. Também me sujou de nutella! Evidentemente, também limpou. E fez um excelente trabalho.

Imaginam? Pois é, imaginem!

Delíciaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!

Carpe diem (e muito!!!)

;)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Saboreando Café - Parte 2 (oásis no deserto)

(...)


E assim foi, do jeito combinado. Fui buscá-la, arrancá-la dos braços já saudosos das amigas que, em profusos abraços e juras de breve reencontro, se despediam. Lindo. Dei o tempo que mereciam. Minutos preciosos pois pouco tempo teríamos para nós dois.

Fomos parar num oásis, no meio de um bairro feio e sem graça. Qual lagoa cercada de palmeiras no meio de um deserto, aquele lugar nos acolheu e ali fizemos nosso temporário templo das tentações. Realização. Hormônios fluindo. Corações pulsando forte. Despojados de pertences acessórios, nos beijamos loucamente. Aos poucos, as roupas foram cedendo aos desejos. Uma camisa aqui, outra ali, sapatos fugindo dos pés.

Tive a honra de tirar a calça dela e disfarcei, estupefato, meu deleite com a cena que vi. Lindas coxas e exibiam, docemente evelopadas num belo par de negras meias 7/8! Sorriso bobo no rosto, satisfação no peito ao constatar: ela me deu isso de presente, sua produção. Linda. Espetáculo de sensualidade diante de meus derretidos olhos.

Beijos, pele, carícias, química. Mãos roçando rendas e curvas. Corpos se entrelaçando numa dança que levantava a temperatura. Finalmente o que ainda sobrava de roupa se foi, exceto pelas lindas e sensuais meias pretas. Minha mão, depois de longos passeios pelo corpo dela, chegaram ao seu sexo e foi extasiante encontrá-lo todo molhado, cheio de desejo, esperando ser penetrado.

Meus dedos brincaram ali algum tempo, enlouquecendo-a aos poucos, enquanto minha boca percorria outras curvas: pescoço, colo, ombros, seios. Lambi tudo o que estava ao alcance da minha ávida língua. Delícia. Saboreei cada curva, cada canto.

Finalmente, depois de muito conter desejos, meu sexo enrijecido a penetrou. Ela deitada, com as pernas me acolhendo, eu por cima, devorando-a com o olhos, com a boca, com meu ser. Gemidos, suspiros, prazer.

Seguiram-se muitos e muitos movimentos ritmados, muito entra e sai, variadas posições: ela virou de bruços, empinando sua maravilhosa bunda, oferecendo-a provocantemente – imediatamente aceitei. Depois de quatro. Depois cedi à fome e desci com minha boca na sua fonte de mel e a devorei gulosamente, até ela não aguentar mais. Que delícia carnuda, suculenta, apetitosa, cheirosa! Me deleitei num banquete inebriante.

Num dado momento, me sentei na beira da cama. Ela empurrou meu peito, me deitando, virou-se de costas e foi sentando, se encaixando, me fazendo delirar com aquela linda visão. Que costas, que bunda... Aí começou o rebolado. Sensual, provocante, exibido, me levando à loucura total. Era como se a vida que em mim pulsava passasse toda naquele encontro de corpos, ritmada por aqueles movimentos incríveis.

Ela se levantou, me lançou um olhar safado, virou de frente para mim e, sem me deixar sair do lugar, ajoelhou-se sobre meu corpo, encaixando-se novamente. Minhas mãos viajavam por suas curvas, acariciando suas coxas, apertando seus seios. Atendendo ao chamado destes, me sentei e chupei seus lindos bicos – primeiro um, depois o outro. Ficamos assim uma curta eternidade, ela ajoelhada, encaixada em mim, eu sentado beijando-a e abraçando-a com força até que ela estremeceu, num delicioso orgasmo musicado por suspiros e gemidos deliciosos.

Depois de alguns segundos de quietude, continuei me movendo dentro dela, ainda cheio de tesão, e mais enlouquecido ainda pelo prazer dela. Meus movimentos ficaram mais vigorosos, empolgados. Os braços dela envolviam meu pescoço, nossas bocas se beijavam ardentemente. Agarrei suas coxas e me levantei, carregando-a no colo até encostar na parede. Ali, em pé, segurando quelas maravilhosas coxas em minhas mãos, apreciando as famosas meias, minha cabeça encostada em seu peito, eu dava estocadas mais e mais fortes. Respiração acelerada, suor escorrendo pelas costas, eu estava entregue àquele prazer inenarrável. Meu sexo, duro como pedra, explodiu dentro dela num fantástico gozo. Momentos de prazer intenso, usufruidos como quem sobe à superfície depois de minutos sem respirar debaixo d'água. Corpo tenso, músculos trêmulos, inspiração longa. Pele com pele.

Cama, lençóis, corpos moles, largados, se abraçando. Sorrisos bobos, carícias soltas passeando, ecos do prazer animal recém vivido.

E depois? rsrsrs

Conto não!

:p

Carpe diem!!!

Saboreando Café - Parte 1 (a véspera)

Estava anunciado. Já sabíamos que assim seria.

Desde a véspera, ou semanas antes, já estava decidido. Vontade não faltava, aliás, esbanjávamos desejo e tesão. Na véspera (que tentação) foi só social. Para não esconder detalhes, foi um pouco mais que isso.

Degustei um rápido beijo no caminho. O primeiro. Curto mas bom. Daqueles de estourar uma garrafa de champagne, gritando: finalmenteeeeeeeee!!!!! Até que enfim o tão desejado beijo aconteceu. Sorrisos em profusão. Tudo de bom.

De passagem para deixar bagagens antes da balada, degustei um olhar voyeur ao presenciar uma rápida troca de calça por mini-saia. Apreciei cada centímetro do que vi, cada pedaço de coxa, cada milímetro daquele pequeno pano rendado que dizia ser uma calcinha. Degustei uma rápida sessão maquiagem. E ficou a vontade de mais. Fome!

Balada, bebida, clima bom, papos loucos, galera espetacular, som, pista de dança. Pista de dança. Dança. Sensualidade. Movimento. Ritmo. Contato. Bocas, línguas, mãos. Movimento. Apreciei cada toque, cada beijo, cada sorriso, cada olhar safado. Excitação!

A pista de dança, aliás, estava quente. Tive direito a segunda rodada, com outra beldade que estava conosco. Brinde? Prêmio? Excelente!

Finalmente minha noite acaba, saio fugido antes que a carruagem vire abóbora. Dever me chama. Mas, conforme anunciado, o dia seguinte estava chegando.

Que sexta-feira quente!

(continua...)

domingo, 29 de julho de 2007

Ser Forte

Curioso o mundo em que vivemos. Um mundo que pertence aos fortes. Um mundo dos bravos, dos corajosos.

Curioso como somos levados a valorizar e admirar as armaduras que os outros vestem. Admiramos tanto essas potentes couraças que as imitamos. Somos incentivados a isso. Aprendemos isso. A nos proteger, nos cercar por uma grande muralha.

Curioso como acabamos passando essa imagem nós mesmos. Mostramos ao mundo como pertencemos a essa casta de vencedores. Exibimos orgulhosamente nossos valores, nossas forças, nossa potência. Dizemos em alto e bom som (gritamos) sou forte, sou poderoso, sou bravo e corajoso.

Curioso como aprendemos a esconder nossas fraquezas, nossos medos, nossa insegurança. Ocultamos nossos sentimentos, mantendo-os a uma distância segura, qual estufa que protege seus rebentos dos perigos naturais.

Pavoroso como somos cruéis com os que permitem, mesmo através de uma pequena fresta, um vislumbre de seu interior. Apontamos, debochamos, rimos, metemos o dedo na ferida, expondo o ridículo ato do outro de admitir uma fraqueza.

Curioso como no fundo somos todos manteiga. Temos sentimentos. Sim, somos EMOtivoS. Somos recheados de medos, desde os mais frívolos até os mais ancestrais: os nossos próprios medos, os medos de nossos pais e os de gerações incontáveis, todos acumulados. Somos sensíveis, somos inseguros, somos carentes, somos fracos.

Curioso como é difícil admitir – quase impossível.

Curioso como precisamos usar uma máscara, protegendo nossa identidade, para deixar cair todas as outras máscaras que nos protegem da sociedade. Talvez em pequenos grupos, onde reina mútua confiança, talvez aí – quem sabe – possamos abrir um pouco daquilo que temos por dentro.

Curioso como nos escondemos para conseguir nos expor. Ou calamos.

Curioso...

:o

sábado, 28 de julho de 2007

O que estou fazendo aqui???

.

Essa é, com certeza, uma ótima pergunta!

Estou dando vazão a uma voz dentro de mim que não quer se calar.
Estou deixando fluir uma energia que há muito se encontrava reprimida no mais profundo do meu ser.
Estou me dando a oportunidade de exprimir palavras, com ou sem nexo, mas palavras que me dão prazer.
Estou me permitindo sentir prazer.
Estou capturando meu dia e tentando vivê-lo da forma mais intensa possível.
Estou passando essa intensidade ao “papel virtual” e compartilhando o que sinto.
Estou me expondo ao mundo, sem medo de ser julgado, pois um pseudônimo me protege.
Estou me dando ao luxo pretensioso de compartilhar experiências que podem talvez enriquecer quem as leia, mesmo sabendo que essa pode ser uma ambição muito grande.
Estou me libertando de amarras que deixavam minha alma criativa atracada a um cais perdido no meio do nada.
Estou navegando, agora livre, em mares nunca dantes por mim navegados, tanto aqui, no mundo das palavras, quanto no mundo real lá fora.
Estou me permitindo aventuras tresloucadas para poder viver ainda mais intensamente.

Estou tentando ser eu mesmo.

Quem sabe você esteja trilhando um caminho parecido...

Respondi sua pergunta?

Carpe diem, carpe omnium!!!

;)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Sono

.
Noite tarde. Noite insone.
Insônia, eu? Não. Apenas ânsia de aproveitar cada minuto antes que o sono me consuma.
Vontade de viver mais do que os minutos que tenho no dia.
Vontade de escrever, mais e mais.

As palavras me possuem. Por momentos penso que tenho palavras, mas são elas que me tem. Elas ficam irrequietas, dentro de mim, como borboletas numa janela, querendo voar para a luz.
Frases, idéias, lampejos pulsam dentro de meu ser, pedindo para sair, para se transformar em escritos. Pedem liberdade.

E para isso, eu preciso silêncio. Uma supressão dos ruídos exteriores ajuda, por certo, mas preciso de um certo silêncio interior. Um incerto momento sem sons, na certeza que não estou certo de nada. Nesse momento as palavras fluem. E eu escrevo.

Ou será... que elas me escrevem?

Pronto, uma verborragia leve já se libertou. Agora o sono clama mais alto. As borboletas estão livres, as frases estão soltas.

Agora posso dormir.

Boa noite

e...

Carpe diem!!!

;)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O Idiota

Esta pérola foi trazida pela grande Frida. Quem souber a origem ou o autor, me avisa e eu ponho os créditos. Adorei a sabedoria contida nela, bem como o menosprezo pela arrogância de quem acha que tudo sabe.


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Era um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 réis e outra menor, de 2000 réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o não tão tolo assim. Ela vale cinco vezes menos mas, no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.

Pode-se tirar várias conclusões desta pequena narrativa:

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda : Quais eram os verdadeiros babacas da história?
A Terceira : Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim o que realmente somos.


"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente!"

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Depoimento ressucitado

Peri!

Impressionante mulher, fantástica menina!
Incompreendida.
Verdadeira e legítima com seus sentimentos, fiel à arte de viver!
Incompreendida.
Perigosa por ser bela...
Perigosa por ser autêntica...
Perigosa por ter a coragem de assumir seu prazer e sua dor...
Incompreendida.
Só quem conhece de perto esta incrível personalidade é capaz de perceber a inabalável centelha de vida que brilha dentro dela e contagia os que a cercam.

Um dia, cada um a seu tempo, quando cada um estiver pronto, será capaz de compreender a grande alma que reside neste corpo de menina. Só no devido tempo.

Grande mulher.

Perigosa!!!

Te adoro!

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Este foi um depoimento que escrevi pra Peri em 06/06/2007, mas foi-se junto com o perfil dela no orkut (pela enésima vez).

Posto aqui de novo, assim pode ser resgatado sempre que quiser!

Carpe diem!

Degustando Café

Se ao invés de simplesmente tomar um cafezinho você quiser degustar um bom café, tenho algumas recomendações.

Primeiramente, nada de açúcar ou adoçante de qualquer tipo. Sim, adoçar o café mata o sabor verdadeiro. Amargo? Bom, leva um certo tempo para se acostumar, mas depois você começará a descobrir o verdadeiro gosto do café. Custa no início, mas vale a pena.

Depois, cuidado com a temperatura. É bom sentir com os dedos se a xícara está muito quente, e assim evitar queimar a língua. Afinal, para sentir o gosto a língua precisa estar intacta! Este mesmo cuidado deve se repetir no primeiro gole. Prudência!

A seguir, vem o cheiro. Sentir o cheiro do café antes dele chegar na boca é fundamental. Ao levar o café aos lábios, experimente inspirar. Ao receber o café na boca, em vez de simplesmente engolir, deixe-o dar voltas ao redor da língua, deixe-o invadir os espaços da boca. Ao mesmo tempo, solte o ar pelo nariz.

Perceba a riqueza de aromas que se oferece a seus sentidos: paladar e olfato trabalhando juntos, proporcionando um raro momento de deleite.

Aí sim, pode engolir. E continuar soltando o ar pelo nariz.

Experimente. Faça do ato de tomar café um pequeno ritual. Uma homenagem aos sentidos. Um instante de Nirvana, de plenitude, de vida. Capture o momento!

Cabe aqui esclarecer que não sou nenhum expert em café. Estas são apenas dicas que juntei de minha própria experiência. Se quiser, procure um site especializado e se aprofunde no assunto. A Peri pode certamente dar indicações ainda melhores.

Mas o ponto hoje não é a especialidade em café. É a especialidade em capturar um instante de vida e se encontrar nele, aproveitá-lo ao máximo.

Sim!


Imagine as recomendações acima para tudo o que você for fazer que possa envolver algum prazer. Imagine uma nova maneira de saborear seu almoço. Apreciando cada garfada, sentindo a variedade de sabores que são servidos despretensiosamente em seu prato todos os dias.


Agora imagine o sexo com essa intensidade. Em vez de se deixar levar pelo puro instinto animal, acompanhe isso de uma presença quase espiritual. Sinta o contato prazeroso que o sexo proporciona, sinta a pele, os toques, os odores, os olhares. Perceba tudo com a intensidade que lhe for possível. Capture cada instante, sinta cada fibra de seu corpo, cada músculo tenso, cada suspiro, cada gemido, cada sinal de prazer mútuo.

Em suma, permita-se viver intensamente cada experiência. A vida está servida para todos, cabe a você aprender a degustá-la.

Aproveite!!!

Carpe diem!

;)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Novo sentido

Curioso como certos eventos podem mudar totalmente a significação de uma palavra. Tomemos o exemplo do verbo “rebolar”.

Acepções (segundo o Houaiss)
  1. (...)
  2. (...)
  3. mexer(-se) de um lado para o outro; saracotear(-se), bambolear(-se), balançar(-se)
Ex.: [as mulatas rebolavam o corpo] [rebolam-se as mulheres ao dançar]

Eu sempre vi o “rebolar” como coisa de sambista (tipo de música que não aprecio), como coisa de carnaval. Sim, tem seu apelo sensual, seu apelo erótico. Sim, é um elemento de sedução durante a dança. Mas, erótico por erótico, eu prefiro outros movimentos. A mulher rebolando, dependendo do contexto, me parecia algo até vulgar. Claro que há exceções, mas a significação geral para mim era essa.

Até que um dia destes, ela me pôs sentado na beira da cama no meio de uma deliciosa transa, virou de costas para mim, sentou, e depois de um vai e vem para se ajeitar... começou a rebolar.



(silêncio estupefato)





(emoticon de espanto)




(parada cardíaca)



Foi então que tudo mudou. Rebolar passou a ser outra coisa. Uma coisa enlouquecedora, surreal, extasiante, deliciosa. Eu poderia ficar ali, apreciando aquelas costas lindas fincadas sobre aquela bunda maravilhosa fazendo aqueles movimentos mais que eróticos a noite toda.

Claro, logo depois a posição mudou, de depois de novo, e de novo. Mas isso não vem ao caso. Como se não bastasse o episódio inteiro ter sido um deleite, o tal rebolado mudou meus conceitos. Passei a ver o mundo com outros olhos. Novas perspectivas se descortinaram na minha frente.

Confesso: aquele rebolar, eu simplesmente adoro!!!!!!!!!!!!!

Na verdade adoro ela inteira, mas essa palavrinha ganhou um novo sentido graças às artes desta figurinha maravilhosa com quem tive o privilégio (ainda que breve) de compartilhar íntimos momentos de prazer.

E quanto prazer!!!

:p

sábado, 21 de julho de 2007

Dupla Personalidade

Sou a escuridão
Sou a luz
Sou o que abençoa
E o que seduz

Sou brasileiro
Sou argentino
Sou Flamenguista
Sou São Paulino

Sou um anjo
Sou um demônio
Sou o Zé
Sou o Antônio

Sou Deus
Sou o diabo
Nunca termino
Mas sempre acabo

Sou Yin
Sou Yang
Sou justiceiro
E chefe de gangue

E nessa total bipolaridade
Eu danço
E tudo aquilo que busco
Eu alcanço

Eu sou aquele que dança
Sou o corpo em movimento
Fluo qual lontra n'água
Entre um e outro vento

Entre um polo e outro
Entre o bem e o mal
Ali estou Eu
Em silêncio total


;)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Adormecido

Existe dentro de nós um gigante adormecido.
Temos, dormindo lá dentro, um dragão.
Um titã se esconde em nosso peito.

Dê o nome que quiser, ou todos ao mesmo tempo.
Um Gigante Dragão Titânico está abrigado em nosso interior.

Esse gigante adormecido é o que somos de verdade. Mas como está adormecido, esquecemos dele. Vez por outra, ele se remexe e nos dá uma sensação de poder, de grandeza, de segurança. Depois se aquieta de novo e em pouco tempo esquecemos novamente.

A musa que inspirou minha viagem, alvo do meu encontro, vive esquecida de sua própria grandeza. Eu tento mostrar-lhe um espelho, para que se veja e se admire de si mesma. Ela costuma desviar o olhar, mas ainda vai aprender. Vai descobrir aos poucos seu próprio poder, seu tamanho, a imensidão de sua alma.

Vai descobrir que sua grandeza transcende os limites de seu frágil corpo. Vai se descobrir muito mais forte do que imagina. E vai perceber que tudo isso pode acontecer sem barulho, sem propaganda nem estardalhaço. E sem grande esforço.

Em vez de mover a praia, leve um punhado de cada vez. Quando se der conta, terá uma montanha!

Acorde, Titã, acorde!!!

E, como você bem sabe fazer, Carpe Diem!

;)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Encontro

Se a viagem já vale em si, o que direi do destino final?



Carona, dali da esquina
Até o santuário que nos daria abrigo pela noite
Conversa de quem se conhece ali, apesar dos contatos anteriores
Vodka com água de coco
Uma linda alça de soutien faz questão de despontar vez por outra sob a camiseta
Linda lingerie, provocante
Conversa fluindo, músculos se soltando, ambiente pedindo mais


Copo de lado, chega mais perto
Deixa ver essa alça que me chama
Permissão para beijar

O mundo pára!


Lábios que se encontram
Doces mordidas
Corpos que se juntam, se amassam
Longo beijo, deleitando-se na maravilha deste encontro

Para que roupas? Ficam de lado
Breve pausa para apreciar a lingerie em toda sua plenitude
Linda lingerie
Lindo corpo a preenche


Suaves linhas, longilíneas
Magras, delicadas, doces contornos
De um corpo frágil e indefeso
Que se despe diante dos meus olhos


Para meu inteiro deleite


Pura curtição, intimidade instantânea!
Minha matéria preferida na escola: química!
Pele com pele, olhar com olhar, respiração com respiração
Haja coração


Hormônios fluindo, indo e vindo, enchendo nossos corpos de desejo, volúpia, tesão. Somos apenas nós, entre aquelas 4 paredes. O resto do mundo não existe. Estamos ali, nós, devotados ao prazer.


Para meu inteiro deleite


Beijo seu corpo, suas curvas, sinto a seda que se passa por pele, o perfume de sua natureza
Beijo seus pequenos e delicados seios, que chamama por minha boca
Beijo cada pedaço que por mim passa
Beijo a fonte do seu mais suave e instigante perfume


Minha boca se perde em seu sexo, beijando por todos os lados
Mordendo, lambendo, sugando cada parte
Respirando o doce aroma do tesão
Bebendo o doce mel e devolvendo prazer


Para meu inteiro deleite


Subo de volta, beijando
Aproveitando cada cm daquele lânguido corpo nu
Me delicio no caminho e na chegada
E então...


Minha vontade penetra seu ser
Meu desejo arde dentro de seu corpo
Movimentos loucos, sensações desvairadas
Me deixo levar pelo mais básico instinto

Para meu inteiro deleite


Daí pra frente o que se segue é indescritível. Tesão tomando conta, entradas, saídas, posições, sensações... Tudo é prazer, tudo é curtição, tudo é pele, tudo é química fazendo seu trabalho.

Foi uma noite incrível, que terminou no sábado, com poucas horas de sono ou descanso e muita agitação. Foi inenarrável, incomparável, incompreensível. Como pode tal química, sem aquela velha e boa intimidade, aquela confiança, aquele longo conquistar?

Respirando o sopro da vida a cada instante, sorvendo o mundo que me cerca, me sentindo vivo, simplesmente me sentindo. Momentos preciosos e ímpares. Momentos únicos na vida.

Esse é um deles. A memória, sempre seletiva, selecionou esta experiência para ficar gravada na pedra. Doces momentos de loucura total.

Carpe Diem!


domingo, 15 de julho de 2007

Estrada

Expectativa de um lado, adrenalina de outro. Desejo e fantasias, tudo devidamente embalado. E deixado momentaneamente de lado, enquanto um outro desafio se prpunha pela frente: a estrada. Sim, mais de 300 Km tinham que ser vencidos antes de desfazer as malas.


Gosto de estradas, gosto de dirigir, desde que sem congestionamento. A viagem é um grande lance, uma delícia a ser percorrida Km por Km. Um bom carro e uma boa estrada fazem uma gostosa aventura. Ainda mais por estradas desconhecidas!


Uma vez livre das agruras da cidade grande e conquistado o caminho da estrada livre, a paisagem que se descortina diante dos meus olhos é sempre inebriante. Em particular nesse horário, no fim da tarde. Naquele momento eu queria por uns momentos estar no banco do carona, com um laptop no colo, para poder escrever estas palavras no ato - ali, no calor da cena!


Céu ainda azulado
Finas nuvens, como véus, enfeitando o céu
No mais alto do mais alto, como pitura celeste
O sol já abaixo do horizonte


O céu sem sol
O sol se foi
O véu com sol
Na quase noite


Qual uma pintura impressionista
De um pintor famoso
Se desdobrando à minha frente
Magnífico presente!


Noite cai, paisagem desvanece, indo-se aos poucos, até deixar apenas o que alguma iluminação ocasional revela. Faróis vão e vem, carros, caminhões, motos, camionetes... indo e vindo incessantemente... almas em eterno movimento, inquietas, insatisfeitas de suas posições geográficas!

Fluxo de gente. É isso que as estradas são. Intermináveis fluxos de gente. Rios de almas em trânsito. Alguns sós, outros acompanhados, alguns com pertences, outros sem nada, outros carregando fardos alheios. Alguns indo, outros voltando, alguns em busca do lar, outros em busca do trabalho, ou da família, ou de alguma oportunidade.

Ou de uma fantasia. De sexo. De prazer.

Dentro do prazo previsto, Taiwan se desvela a minha frente. Cá estou. Me sinto num sonho, mas cá estou. Respiro esta nova realidade. Tomo consciência de meu ser e de meu propósito. Ali estou para aproveitar a vida. Para me oferecer a possibilidade (mesmo incerta) de uma prazeirosa aventura.

Carpe diem.

;)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Adrenalina

Adrenalina corre solta nas veias.
Pensar na realização de uma fantasia, só pensar, já excita. Tive várias vezes este tipo de experiência - estar prestes a viver algo diferente. Frustrações já vieram - a relização não foi em nada parecida com a fantasia, e a realidade foi pobre demais... ou mesmo eventos que simplesmente não ocorreram, por força do destino.

Por outro lado, já vieram realizações fantásticas. Momentos de um viver tão intenso q transborda meu ser, momentos nos quais a presença me invade, como se somente então eu despertasse de um longo e nebuloso sono letárgico. Como se o mundo se colorisse, saindo dos tons pastéis. Como se os cheiros repentinamente se tornassem mais vivos e reais, como se os sons adquirissem brilho...

Adrenalina corre solta nas veias.
Este é um momento desses, de rara presença. Misto de medo, ansiedade, expectativa, tesão, desejo. Existe razão para viver, existe tesão para viver, existe propósito.

É sair da mesmice, sair do quotidiano massacrante, sair do lugar-comum. É se permitir, se dar luxos, se dar luxúrias, se autorizar a viver intensamente (ainda que só por alguns momentos). É sentir a brisa da liberdade acariciando o rosto numa tarde morna, vislumbrando uma paisagem sem limites, que deixa os olhos e a mente vagarem sem destino... Céu azul, nuvens que parecem pequenos algodões brancos enfeitando o anil, apenas para lembrar que ele existe, e que está ali, como todos os (insossos) dias, sobre nossas cabeças (cobertas por tetos, carros, telhados, toldos, limitando nosso espírito).

É a liberdade de criar, de se mover, de sonhar, de realizar, de ousar, de enfrentar os medos e de romper os limites, as restrições. Arriscar. Sentir a vida fluido nas veias. Viver!

Compartilho estes momentos como um incentivo. Vivam!

;)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Sexo Virtual

Alguns dias atrás, assisti um filme chamado Quem Somos Nós, uma espécie de documentário. Muito interessante. Confesso que quase dormi em alguns pedaços, mas o resto é ótimo. Num determinado trecho do filme, um dos cientistas (todos loucos, claro) explica que para certas áreas do cérebro não existe diferença entre uma experiência vivida de verdade e outra imaginada ou lembrada.

Mais sobre o assunto: mapearam o cérebro de pessoas que participaram da pesquisa, para identificar que áreas da massa cinzenta tinham sua atividade aumentada ao realizar determinada ação ou ver determinado objeto. Depois pediram para o sujeito imaginar aquela ação ou aquele objeto, e as mesmas áreas do cérebro entraram em atividade. Ou seja, aquelas áreas do cérebro reagem da mesma forma a um estímulo real e a um estímulo imaginário.

Logo, ao fazer Sexo Virtual é uma experiência muito próxima do real, pelo menos para essas áreas do cérebro. Isso explica muita coisa!!! Explica por exemplo, porque eu fico grudado no teclado e na telinha quando acontece um bom sexo virtual, e não consigo me desligar até ter acabado. Claro, parte do meu cérebro está achando que é real!!! U-huuuu!!!

Viva o Sexo Virtual!!! Viva o maldito msn e o maldito orrkut!

Eita viciozinho...

:p

Vício

Um retângulo brilhante suspenso no ar ilumina meu rosto. Esse retângulo de um palmo de altura e menos de dois de largura, de contornos bem definidos, ilumina também meus dedos, enquanto eles batem em pequenos quadrados de plástico.

O ruído é quase hipnótico. Tap, tap, taptap, tap taptaptap, ...

Um vício. Nada mais que um vício. Esqueço do mundo, esqueço da hora. Esqueço da sede ou da fome, esqueço de ir ao banheiro. Meu ser está todo consumido nesse incessante bater de dedos. Os quadradinhos de plástico não param. Música para meus ouvidos. Independente do ambiente, dos sons que me cercam, o som dos dedos é minha música.

Um vício. Meus dedos param apenas para que meus olhos revejam o retângulo brilhante, lendo o resultado do meu digitar. Palavras surgem incessantemente de mim. Idéias vem e vão, parecem borboletas presas dentro de meu crânio. O mundo lá fora parece não existir. Estou só, com as borboletas e com meus dedos.

Fico imaginando se Ela vai ler isto. Fico imaginando como Ela se sentirá ao devorar estas letras, uma trás outra, em conjunto, separadamente, pulando algumas (ou várias). Fico imaginando se borboletas também voam em seu crânio.

Meu vício é curioso. Posso ficar bastante tempo sem ele... horas... até alguns dias... Mas se começo, não consigo mais parar. Vozes hurram dentro de mim, implorando que eu vá me deitar. Partes e mais partes do meu Ser imploram por descanso. Mas o Vício diz: “só mais um pouquinho, só mais uns minutinhos”. E as horas passam.

Pois por hoje é só. Por hoje paro. O descanso é necessário.

Por hora, me vou.

;)

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Devaneios do Dino

Esses dias, o Dino descobriu que gosta de escrever. Falar bobagem, deixar as palavras sairem mesmo que não queiram dizer nada, mesmo que sejam um arremedo de poesia ou prosa.

E a inspiração para esses textos veio do frio, lá do Sul, de uma terra com aspecto meio... sei lá, parece Londres. Sim, a inspiração tem nome, e sobrenome e apodo.

Antes de mais nada, preciso confessar e pedir permissão.

Confesso que minha musa inspiradora é a Perigosa. Sim, a Dona da Nutella! Ela me inspira, faz palavras brotarem dos meus dedos nos teclados da vida. Faz devaneios se materializarem em curiosas palavras. Traz imagens de todo tipo. E o blog dela me inspira também.

Então, antes que digam que meu blog é plágio dos Devaneios da Perigosa, eu peço aqui humildemente permissão para seguir em frente. Peri, posso?

Em tendo a permissão, este blog terá continuidade. Caso contrário, deixará de existir como tal.

Obviamente, não tenho a menor pretensão de fazer algo nem de perto tão lindo e admirável quanto o trabalho da Peri. Mas quero apenas um espaço para deixar fluir meus devaneios, minha verborragia, o que for. Apenas isso!

Está posta a primeira pedra. Ela poderá virar areia ou um castelo. Peri, estou nas tuas mãos!

;)