quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Ela provoca!

Ela adora me provocar. Ao mesmo tempo que ela se diverte, ela sente uma gostosa excitação com isso. Dá uma certa sensação de poder, uma satisfação ao constatar o efeito que ela provoca em mim. Como gosto disso, eu alimento esse lado dela. Dou dicas, digo do que gosto mais e do que nem tanto. Deixo bem claro quando fico excitado, dando até detalhes geométricos do volume provocado em minha vestimenta.

Desta forma, ela vai se aprimorando na arte de me provocar. Cada dia ela faz isso melhor e cada dia eu gosto mais. E não tem essa de coração pra cá coração pra lá – é pura sacanagem mesmo. São coisas picantes, mais veladas ou mais escancaradas, de acordo com a situação. Mas tudo ligado ao contato físico (ou quase físico).

Tudo remete a beijos, carícias, olhares desejosos, sexo das mais variadas formas, gostos e matizes. Tudo desperta frissons sensuais e gera deliciosas descargas de hormônios no meu sangue. O coração bate mais rápido e meu sexo se manifesta, no mínimo com certo calor, no máximo com uma desavergonhada ereção dura como pedra.

As provocações vêm nas mais variadas formas. Seja um torpedo, um e-mail, uma mensagem no msn ou um inesperado telefonema, qualquer meio é válido para seu propósito. E que propósito! Palavras sussurradas ou friamente escritas numa tela de computador...

Faço uma pausa neste momento para questionar abertamente o termo "friamente numa tela de computador". Parecem palavras frias, sim, mas isso depende de quem escreve e de quem lê. As palavras podem ser frias e vazias de emoção se forem simplesmente largadas, sem cuidado e sem propósito. Mas se forem trabalhadas, com a intenção de despertar algo no leitor – ah, serão tudo menos frias! Serão indecentes, ousadas, vergonhosas, malcriadas, emotivas, tristes ou felizes, mas nunca frias! Palavras carregadas de emoção derretem os computadores e incendeiam as CPUs, isso sim!

Pois as tais palavras na telinha do computador são tudo que quero ver em determinados momentos do dia. São carregadas de significados plenos de tesão, de sensualidade. Servem para me tirar do marasmo do dia-a-dia. São estas palavras que quebram a rotina de correrias e estresses, de clientes exigentes e tempo escasso, de deslocamentos impossíveis numa cidade caótica. Essas palavras me salvam, trazendo-me de volta à vida, me lembrando que sou humano.
Gosto dela por isso. Pela habilidade que ela tem de me fazer sentir vivo. Por me fazer desejá-la, por fazer meus hormônios ferverem. Gostaria de tê-la por perto, mas parece que a distância só faz apimentar o desejo. Nos permite vagar pelo mundo da fantasia antes de um real encontro, no qual realizaremos grande parte do que sonhamos. Temos o tempo de sonhar antes de realizar. E ela tem o tempo e o espaço para me provocar.

E eu adoro!!!

Carpe diem!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Ultima hora

Atualização de última hora: para fechar o dia com chave de ouro, ela manda o seguinte torpedo:

"Garoto, garoto, pensar em você me deixa louca de tesão. Vou tomar um banho bem gostoso pensando em nós dois. Beijos."

Ah, coisa bouuuua!!!

;)

Torpedos

Como o humor pode variar em função de influências externas, já perceberam? Observem o caso abaixo, citado por fonte segura e confiável. Este diálogo aconteceu numa 2a feira de manhã, via torpedos no celular.

Ela: Bom dia! :-D

Ele: Bom dia garota linda! :D

Ela: Pensei tanto em você este fim de semana! Quero muito te ver.

Ele: Pensar com tesão, pode. Apaixonar, pode não! Eu também quero muito te ver.

Ela: Não vou me apaixonar, e mesmo que isso aconteça, você não vai ficar sabendo. :-p Mas a minha vontade é de te ter... Quero te beijar, quero fazer amor com você.

Ele: Essa tua vontade é 100% correspondida. Te quero muito!

Ela: É muito bom saber que eu sou correspondida. Não vejo a hora de te encontrar.

A cada torpedo que ia e vinha o sorriso dele se ampliava mais. O rapaz parecia abobalhado, rindo à toa. Era como se voltasse aos tempos de colégio, era uma gostosa sensação de satisfação. Nada como desejar e ser desejado. Nada como um bom tesão correspondido. Tudo isso para apimentar ainda mais o próximo encontro. Os dois loucos de vontade de estar juntos e de se entregar aos prazeres do sexo. Como será esse encontro?

Imagino como será e, só de pensar, já fico excitado. Pois peçam, e o resultado será contado. Aqui, de fonte segura.

Carpe diem!

;)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Então?

Dino vive. Aliás vive mais do que o corpo daquele que ocupa. E, passada a tempestade, vem a bonança. Volta a gula, volta a luxúria e volta a preguiça. Voltam as três maiores perdições (não necessariamente nessa ordem).

E, sim, tenho história pra contar.

Foi uma visita inesperada. Plena 5ª feira, uma linda amiga colorida aparece. Do nada, ela me liga. Eu não podia atender, nos desencontramos, mas finalmente um amigo em comum nos juntou. Pra variar, uma viajante do interior que me fez a honra de uma visita. Não tenho a pretensão de ser o motivo de sua vinda (não desta vez) mas fui parte e me senti premiado.

Nos encontramos já tarde da noite e fomos para uma casa de swing. Que delícia de lugar! É um clima de safadeza, de sacanagem, um ambiente descontraído, pista de dança bacana... tudo de bom!!! E tem, obviamente, o tal do labirinto. Sei que aquela não é a melhor casa de swing de Sampa, mas ainda assim adorei o lugar.

Mal nos acomodamos numa mesinha, ela se encaixou nos meus braços, de costas pra mim, olhando a pista de dança e me provocando. Teve show de strip: um masculino, um feminino (gatinha) e depois os dois juntos. Excitante!

Dançamos muito sensualmente e já na pista fiquei excitado. Eu desejava aquela gostosa. Fomos dar uma volta na "parte mais quente da casa". Adoro ver, ela também. Adoro tocar (quando permitem), ela também. Essas coisas me dão muito tesão e a ela também. Ou seja, estávamos os dois cheios de calor. Numa das cabines tinha um casal no maior agito, ela sentada nele. Essa cabine tinha aberturas para ver e tocar. Eu mexi com ela, ela deixou e toquei no peito dela enquanto ela gozava. Foi fantástico. Minha companhia também curtiu.

Pra me provocar, ela me puxou de volta pra pista de dança e ficamos mais por lá. Uma das dançarinas da casa veio nos provocar e elas quase se beijaram (isso me deixa louco). Fiquei tão excitado que minha calça não escondia o volume. Ela pôs a mão, sentindo meu membro duro e disse "vamos lá pra dentro!"

Demos mais uma volta, vendo um pouco o que acontecia por lá e entramos numa cabine com treliças. Deixamos na penumbra, assim podiam nos ver de fora mas sem demasiados detalhes. Tiramos a roupa num amasso muito gostoso e partimos pra ação. Casais olhavam pelas treliças. Ela começou sentando em mim, de costas (como fez o casal que vimos antes). Que delícia de corpinho! Meu sexo duro que nem pedra entrava nela com um prazer imenso, por gostosa que ela é e por saudades que eu estava dela.

Depois virou de frente e sentou de novo. Maravilhosa. Loucura total. A seguir, ficou de 4, depois de lado. Eu metia com vontade, curtindo cada segundo daquele vai e vem. Os casais voyeurs olhavam, alguns comentavam a beleza dela. Isso nos deixava ainda mais excitados. Finalmente ela virou de frente, pernas escancaradas, eu ajoelhei entre elas e meti forte até gozarmos juntos.

Era tudo que eu precisava. Foi delicioso. Então voltamos pra pista de dança e ficamos até altas horas. Pra dizer que faltou alguma coisa... senti falta de um certo acessório (ela sabe de que se trata), mas fica pra próxima.

É dona, você é realmente muito goxxtosa! Matei saudades!

O Dino está vivo, e como!

Carpe Diem!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Caminhos

Percebo a insustentabilidade do caminho que estou trilhando. Percebo que esta rota não durará muito. Esta conciliação de duas forças interiores quase opostas está chegando ao limite. Algo tem que ser feito – há uma escolha a fazer.

Paro na frente da bifurcação e fico olhando. Aprecio as possibilidades com um olhar perdido de quem não quer tomar a decisão, com um olhar triste de quem não quer deixar pra trás o que tem hoje. Num estado de torpor, fico apenas parado, pesando prós e contras, imaginando como seria o futuro em cada caminho.

A trilha do herói é a que parece mais certa. Esta trilha leva ao total abandono de atividades paralelas que fujam do perfil de um Homem honrado. Esta trilha leva ao fim do Dino e de suas aventuras. Ela leva ao fim dos gigabites de material erótico presentes no computador, nos CDs e pendrives. Esta é a trilha da verdade, dos valores, do comportamento digno. É o fim da vida dupla. É cumprir com as obrigações, enfrentando as responsabilidades de frente. É o caminho da coerência, do correto, do altruísta – enfim, é o caminho exemplar.

A trilha da liberdade é quase o contrário da anterior. É o caminho da diversão, das amarras rompidas, da busca do prazer. Esta trilha leva ao abandono da família, da vida em comunidades formais, do papel de patriarca, do padrão "careta". O próprio nome dá a este caminho a dimensão de seu significado: liberdade. Quebrar paradigmas, viver com intensidade, criar sua própria realidade, se expor, arriscar, perder e ganhar, deixar para trás a responsabilidade, ser independente e não ter dependentes ou simplesmente: responder apenas por mim e por mais ninguém. Viver sem limites minha verdade interior, assumir minhas taras, meus vícios, meus gostos. Curtir.

Ambas as trilhas requerem uma entrega total, exigem uma ida sem volta, um cessar da dúvida. Ambas requerem que se abandone algo – ou muita coisa. Ambos casos trazem corações partidos.

A trilha do herói mata a alegria da vida simples, mata parte da espontaneidade em nome do controle, mata a diversão por diversão. Ela exige tudo que um ser humano pode dar, exige um alto grau de responsabilidade. Ela traz o risco de sucumbir ao peso que será carregado nos ombros.

A trilha da liberdade mata os laços familiares, traz a culpa de desmanchar um lar, a culpa de deixar filhos sem pai, a culpa de provocar a tristeza alheia. Ela leva a abandonar certezas que dão segurança, leva ao desconhecido, leva à solidão.

O curioso é que esta dúvida, esta indecisão, este momento de angústia demonstram claramente que não faço idéia de quem eu sou. Sou tudo isso, mas não sou nada disso. Quero ambas as trilhas, mas não quero nenhuma. Sou um emaranhado de sentimentos confusos, sou a ambiguidade ambulante, sou um enorme conjunto de papéis (coerentes ou contraditórios) que se revezam e se superpõe.

Quero ir pra casa dormir.
Quero ver televisão.
Quero enlouquecer e ser internado.
Quero envelhecer e ir para um asilo.
Quero que cuidem de mim.

Mas no momento, tudo que posso fazer (tudo que sou capaz de fazer) é voltar ao meu papel de forte, disfarçar a tristeza atrás de alguma raiva e seguir vivendo. Tem gente esperando isso de mim, tem gente querendo seguir meu exemplo. Por enquanto, é apenas isso que vou fazer.

E, sempre sempre, Carpe Diem!