sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Avião 2

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Pacientemente sentado em minha apertada poltrona, ao lado da janelinha, aguardo a passagem do carrinho de bebidas. Uma linda aeromoça, de longos cabelos castanhos presos num elegante rabo-de-cavalo, gentilmente narra as disponibilidades: refrigerante, suco, água. Serve um, serve outro... chega minha vez.

"O que o Sr. deseja?"

"Desejo você, linda e gostosa do jeito que você é! E em todas as posições!"

"Pois não Sr."



Desculpem, apenas mais um devaneio.

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Avião 1

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Pacientemente sentado em minha apertada poltrona, ao lado da janelinha, observo o espaço entre a poltrona da frente e a lateral do avião. Uns 15 cm, talvez. Por esse pequeno espaço, aparece um braço nu, um ombro nu, cabelos loiros. Ela vestia uma camiseta dessas apertadas e sem mangas, deixando a impressão de não vestir nada (pelo menos de meu ponto de vista).

Ah, vontade de estender a mão e tocá-la, acariciar o braço, deslizar até o ombro, sentir seus cabelos. Nem sei quem é, mas desperta gostosos desejos. Menos de 30 cm separam minha mão de sua pele.

Fecho os olhos. Imagino o toque, um arrepio do outro lado, uma esquiva, um olho se esgueirando pela fresta para ver quem ousa tal carícia, um canto de boca que aparece e se abre num sorriso e se vira de novo para frente, desta vez deixando o ombro e o braço bem acessíveis a meu carinho e simplesmente fica ali, curtindo.

Devaneios... oh devaneios!!!

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Café com gosto de café

Tudo delicioso. Os dias de espera, o arranjo dos detalhes, a viagem, as horas de deslocamento. Até o engarrafamento na reta final foi gostoso. Uma sensação de desejo, temperada com um pouco de ansiedade, numa expectativa de mais um encontro inusitado. E, no destino, uma pessoa especial, muito especial.

Se por um lado eu teria adorado marcar o encontro diretamente num motel (tal era meu desejo por ela), se por um lado eu ansiava por tê-la nos meus braços, por outro lado eu sabia que poderíamos ficar horas a fio conversando e seria também maravilhoso.

Café, tudo em torno de um bom café. Não qualquer um – café orgânico de terras pernambucanas, espesso, bem tirado. Delicioso. Cheguei antes e o café foi para esperá-la.

Em poucos minutos, ela chegou. Linda, radiante, sorridente. Seguiram-se três horas de papo, de conversa, de se conhecer, tudo fluindo muito gostoso. Eu apreciava tudo nela –cabelo, sorriso, sotaque, o jeitinho de falar... A mexa de cabelo caindo no rosto (como uma moldura), os brincos que ela tanto relutou em usar e... as estrelinhas!

As tais estrelinhas que me cativaram, que capturaram minha atenção desde o primeiro papo no msn. Lindas, sensuais, provocantes.

Regada a bons cafés, brownie com sorvete e afins, a conversa realmente fluiu gostosa. O tempo passou voando. Numa determinada hora fiquei dividido. Queria aquela boca na minha, mas não queria interromper a gostosa conversa. Meu desejo era beijá-la, saciar minha sede naquele exato instante.

Mudei o rumo da conversa e, chegado o momento certo, fiz minha confissão (digna do tópico correspondente na CS):

"Quero te beijar!"

Ela ficou sem jeito, encabulada. Perguntei se ela queria outra coisa, diferente do meu desejo. Tímida, acabou acenando discretamente que queria o mesmo que eu. "Vem cá" foi minha breve resposta.

Beijei seus lábios. Doce beijo, longo, saboreado, curtido, gostoso... do jeito que eu queria. Minhas mãos percorriam seus cabelos, seu rosto, seu pescoço, sua nuca. Eu vagava em qualquer lugar fora deste mundo, absorto naquele beijo maravilhoso. Mesmo viajando assim, eu sabia que estávamos num lugar público, que tinha gente olhando. Logo, minhas mãos tinham que se comportar. Nada de grandes ousadias! Mas confesso que fiquei excitado.

Aquele beijo consumiu os últimos minutos de nosso encontro.
Aquele beijo foi o fecho de ouro daquela tarde tão aprazível.
Aquele beijo me deixou louco, com vontade de mais!

Mas estava na hora de ir. Ao levantar, desfarçadamente botei a mochila na frente, pra esconder meus outros desejos. Nos despedimos, com olhares cúmplices. Sorrisos de quem compartilhou momentos deliciosos juntos.

Simplesmente adorei! Até a próxima, delícia.

Carpe Diem!